Para jornalista, esquerda não morrerá, mas por algum tempo será minoria
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Para jornalista, esquerda não morrerá, mas por algum tempo será minoria

Autor do livro O Futuro da Internet avisa que Bolsonaro chegou ao poder sozinho, perdeu 10 milhões de votos de um turno para outro, mas a massa está com ele

José Nêumanne

25 Janeiro 2019 | 19h48

Em 1986, por ocasião da retomada das relações diplomáticas com Cuba, no governo Sarney, ao lado do chanceler Abreu Sodré, Aleluia cumprimenta Fidel Castro. Foto: Acervo pessoal

O jornalista baiano-carioca Hildeberto Aleluia, que atualmente se dedica em tempo integral a ler e escrever sobre o fenômeno da cibernética, que abalou o mercado e, em especial, as empresas de comunicação, diz que no último quarto de século os políticos brasileiros nos têm governado “com a cabeça e os olhos voltados para trás”. O protagonista desta semana da série Nêumanne Entrevista neste blog acha que eles não perceberam a mudança. Segundo Aleluia, “todas as políticas sociais desde o governo FHC estão voltadas para fomentar a miséria.” E dá um exemplo trágico: “Tanto o governo federal quanto os estaduais e os municipais incentivaram e incentivam a natalidade, achando estar apoiando os mais pobres. Estavam e estão criando miseráveis. O bebê de hoje é o arrimo da família pobre”. Para ele, “por formação e conveniências políticas, eles se esqueceram de criar uma nação jovem, preparada e desenvolvida. Aparelharam o principal instrumento para isso: as escolas e a universidade. Enquanto o mundo civilizado está medindo seu PIB em bytes, nossos governos trabalharam pensando na década de 1950, buscando soluções para uma infraestrutura tanto política quanto industrial que não existe mais.”

Hildeberto Aleluia é um jornalista baiano-carioca. Exatamente meio a meio. Começou sua vida profissional em O Jornal, na década de 1960. Passou por inúmeras redações no Rio de Janeiro, em São Paulo e Brasília. Entre elas, as de Última HoraDiário de NotíciasJornal do BrasilJornal de Brasília, TV Globo, Revista IstoÉ e Jornal de Brasília. Por 12 anos foi professor de Jornalismo Político na Universidade da Cidade no Rio de Janeiro. Como empreendedor na área de comunicação, foi pioneiro na criação de várias empresas, entre elas a Video Clipping, a primeira da área de clipping eletrônico no Brasil. Tem formação completa no setor de comunicação – rádio, jornal, televisão, revistas, publicidade, marketing e engenharia da comunicação. Em governos, tem experiências profissionais com prefeituras, governos estaduais e federal. Trabalhou com inúmeros ministros de Estado em vários governos, entre os quais Mário Andreazza, Raphael de Almeida Magalhães e Abreu Sodré. É vasta sua experiência em campanhas políticas, tendo trabalhado para candidatos a prefeito, governador e presidente da República. Morou e trabalhou em Cuba. É autor do livro  O Futuro  da Internet – O Mundo da Dúvida (Editora Topbooks) e do blog  http://aleluiaecia.blogspot.com . Escreve regularmente para sites e jornais sobre variados assuntos. É pai de três filhos e avô de quatro netos.

Aleluia no lançamento do livro de poemas Anônima Intimidade, de Michel Temer, no Rio, em 2017, ao lado do antropólogo Roberto DaMatta e do editor José Mário Pereira. Foto: Acervo pessoal

Nêumanne entrevista Hildeberto Aleluia

Nêumanne – O senhor costuma dizer e escrever que “a revolução na internet não para nem vai parar tão cedo”. Se nos últimos 20 anos avançamos, e avanços muito, como o senhor prevê que serão os próximos dois anos?

Aleluia – Os próximos dois anos serão de crescimento exponencial. muito pouca coisa será como antes na internet. A vida vai se tornar mais prática. Haverá aplicativos para todas as áreas do nosso conhecimento. Sem contar a internet das coisas. Na área médica, em que a internet avançou pouco até aqui, teremos aplicativos inimagináveis para o corpo humano. Enfim, veremos uma nova revolução. Isso vai implicar também governos cada vez mais preparados para controlar e intervir na internet e, mais ainda, estaremos cada vez mais expostos a esse controle. não há como ter privacidade na rede.

Aleluia com a amiga socialite Regina, viúva do banqueiro e político paraibano Newton Rique. Foto: Acervo pessoal

N – O que precisamos fazer no Brasil para nos atualizarmos, superando os decênios de atrasos da desgraça que nos têm imposto todos os desgovernos que nos arrastam para o precipício? Temos ou teremos infraestrutura e inteligência política para acompanhar esse avanço na velocidade exigida?

 A – Essa pergunta exige uma resposta múltipla. Desgraçadamente, os nossos governos dos últimos 25 anos governaram com os olhos e a cabeça voltados para trás. Por formação e conveniências políticas, eles se esqueceram de criar uma nação jovem, preparada e desenvolvida. Aparelharam o principal instrumento para isso: as escolas e a universidade. Enquanto o mundo civilizado está medindo seu PIB em bytes, nossos governos trabalharam pensando na década de 1950, buscando soluções para uma infraestrutura tanto política quanto industrial que não existe mais. Eles não perceberam as mudanças. Nossos economistas pensaram com a cabeça para o mundo de pós-guerra.Os grupos econômicos ganharam muito dinheiro, concentraram o conhecimento e a renda, e o que poderia ser um imenso mercado consumidor se tornou numa legião de pobreza. Só como exemplo, cito a nossa política de incentivo à  natalidade. Tanto o governo federal quanto os estaduais e os municipais incentivaram e incentivam a natalidade, achando estar apoiando os mais pobres. Estavam e estão criando miseráveis. O bebê de hoje é o arrimo da família pobre. Temos taxa de natalidade no topo da pirâmide social brasileira comparadas à da Noruega. Na base da pirâmide social temos taxa de natalidade comparável à da Etiópia e do Burúndi. Nossas meninas pobres são mães com 13, 15 anos de idade. Essa mesma menina vai ser avó com 30 anos e aos 45 anos, bisavó. Seus filhos já nascem condenados, não terão a menor chance no novo mundo. Até o nascimento os governos dão tudo, depois que nascem são esquecidos. O resultado disso são nossos centros urbanos: caóticos, desordenados e inabitáveis. O topo da pirâmide fica fora desse horror. Mas é aqui que eles vão viver. Todas as políticas sociais desde o governo FHC estão voltadas para fomentar a miséria.

Aleluia com seu primogênito Luiz Felipe, hoje profissional do mercado de capitais residente em São Paulo, no colo, antes de se juntarem a eles as duas filhas, Thaís e Carolina. Foto: Acervo pessoal

N – Hoje temos 12,5 milhões de desempregados e, certamente, esta revolução tecnológica em nada nos ajudará a enfrentar essa tragédia social e econômica, que atinge já agora dimensões ciclópicas. Que esforços poderão ser feitos pelo Estado e pela sociedade para enfrentar esse quadro trágico, neste panorama terrível em que políticos, burocratas de alto coturno e nossa elite econômica só olham para o próprio barrigão, privilegiando suas castas e deixando o cidadão e contribuinte ao deus-dará?

 A – -Na minha opinião, não existe no globo terrestre nenhum modelo econômico, em nenhum país, que seja capaz de absorver 13 milhões de pessoas desqualificadas para a nova economia. Para ser motorista de ônibus e de caminhão, nos dias de hoje, é necessário ter uma qualificação, uma formação técnica exemplar. Até o caixa de supermercado está desaparecendo. Será substituído pelas novas tecnologias. Não é só o desemprego que estimula a informalidade. A falta de formação adequada, também.Acredito que só haveria uma forma de minimizar esse sofrimento: um gigantesco e arrojado programa de infraestrutura. A construção de infraestrutura é uma grande absorvedora de mão de obra desqualificada. Isso amenizaria o problema por uma década. Mas aí você vai à raiz dos problemas brasileiros e encontra um Estado falido e com ojeriza à democratização do capital nos investimentos. Todo investimento do Estado é viciado em concentração, em cartéis, em monopólios, até mesmo incentivados pela política de leilões em bolsa. Porque o cidadão não pode investir sua poupança de R$ 2 mil num programa de privatização? Isso não interessa aos políticos, eles preferem o modelo chinês, cubano, venezuelano. Há um sopro de renovação ocasionado pelas eleições passadas, mas o grosso do Congresso Nacional está se lixando.

Aleluia com o galã de televisão, teatro e cinema Marcos Paulo, amigo durante muito tempo no Rio. Foto: Acervo pessoal

N – Hoje, o que o senhor chama de “velha mídia” agoniza e em alguns casos até apodrece, não é? O que o prazo curto da revolução tecnológica reserva para empresas que controlam jornais, revistas, emissoras de rádio e de televisão, sejam as tradicionais, sejam as por assinatura?

A – A velha mídia, ou a mídia convencional, está agonizando. A internet fulminou com seu modelo de negócio. Perdidos, eles não são capazes de criar um novo modelo. Estão na beira da cova. Além de custos altíssimos para a produção, muita pouca gente se mostra interessada em consumir. O que é uma pena. O jornalismo nunca foi tão necessário. Mas a velha mídia não morre somente pela concorrência da internet, ela morre também perdida em suas redações com uma produção de conteúdo dos anos de 1950. Pode pegar um jornal, uma revista ou um programa de TV do passado, antes da internet. Continuam com o mesmo modelo. Há dez anos as empresas do Murdoch, o “Cidadão Kane moderno”, valiam US$ 20 bilhões,hoje ele pede US$ 8 bilhões para a Disney. Se achar três, dê-se por contente. Esse mesmo Murdoch há 20 anos comprou a maior rede social do nascedouro da internet, a Myspace. Enfiou na rede, na época, US$ 500 milhões. Fechou em menos de cinco anos. Quis administrar com o olho em seu conglomerado, que agora está ameaçado de extinção. O gigante Facebook já percebeu que sem jornalismo de qualidade também não sobreviverá. Mas são modestos os US$ 300 milhões que ele anunciou como investimento destinado a forjar um novo jornalismo. Nenhum barão da imprensa brasileira se mostrou interessado em realizar alguma experiência nesse sentido na própria imprensa brasileira. Se você conhecer algum interessado em adquirir jornais, revistas ou redes estaduais de TV, há muitas à venda no Brasil.

Aleluia com o colega jornalista João Luiz de Albuquerque, da turma da bossa nova e coordenador de festivais de música na televisão. Foto: Acervo pessoal

 N – O jornalismo, enfim, será morto e enterrado neste panorama em que a atividade parece envelhecida, amorfa, entorpecida e sem opção para sair da covaonde seus próprios empresários e funcionários parecem tê-la enfurnado?

A – Sim, não resta a menor dúvida. A partir dos anos 1960 o Brasil enveredou por uma escola de produção jornalística (copiada dos Estados Unidos) que obteve muito sucesso. Você ligava a TV, ia à banca ou comprava uma assinatura e estava adquirindo neutralidade, isenção. Esse modelo foi se modificando e a partir de um certo período passou a viver, também, das verbas dos governos. Tornou-se vulnerável e a internet chegou para apressar sua morte. Os órgãos de comunicação estão perdendo a credibilidade. De alguns já se foi. Quem tem credibilidade, hoje, no mundo da velha mídia são alguns jornalistas, No dia em que o jornalista descobrir que a ele pertence a credibilidade, estará inaugurado um novo caminho.Isso não acontece num passe de mágica, pois é necessário, junto, um modelo de negócio. E sabemos nós que os jornalistas têm horror a esse mundo.

Aleluia com Agildo Ribeiro, filho do capitão e revolucionário de 30 Agildo Barata e humorista de teatro, cinema e televisão. Foto: Acervo pessoal

N – Tal como funciona atualmente, a cibernética, com a internet e as redes sociais, pode conquistar a credibilidade que até hoje não atingiu e se aproveitar da própria crise de credibilidade dos meios da comunicação tradicional? O que o senhor espera que aconteça com o e-mail de diferente, no planeta e aqui, neste nosso quase continente?

 A – Olha só.  a internet ainda não acabou de vez com a velha mídia porque a internet não tem credibilidade.Tem seus erros também. É muita vasta e estratificada.É uma floresta imensa. O e-mail, um dos instrumentos mais úteis criados pela internet, após o advento das chamadas redes por aplicativos, ou também chamadas de sociais, foi deixado meio que de lado por seus provedores. Banalizaram de tal forma o e-mail que ele perdeu sua significância. E aí o marketing digital foi muito responsável por isso. Aqui, no Brasil, se compro uma passagem de avião, a companhia aérea me bombardeia com uma infinita quantidade de mensagens, por e-mail, sem a menor necessidade ou significância. E isso por semestres ou anos a fio. Se acesso qualquer coisa na internet e tenho de pôr meu e-mail, logo uma infinidade de empresas se apossa do meu endereço e me bombardeia com mensagens que não desejo, não pedi e não têm a menor importância para mim. Alguém rouba esse dados e os vende no mercado. Como não temos cobrança sobre os provedores nem uma agência que nos proteja, nossa vida por e-mail se torna um inferno. Recebo por dia uma média de 150 e-mails, que não sei de quem são, nem tenho o menor interesse. Acredito que algo vai acontecer. As restrições aos aplicativos conhecidos como rede sociais vão se alastrar. Tenho a esperança de  que o velho e bom e-mail voltará a seus dias de glória. Os provedores possuem bloqueadores e os anti-spams. Mas não são suficientes.

N- O senhor acha que as redes sociais, tal como existem hoje em dia, são a ágora contemporânea,onde se debatem ideias e, portanto, podendo substituir instituições de representação da cidadania, como os partidos políticos? Ou não?

A – Não acho que se debatam ideias nas redes sociais. Nem acho que seja o lugar adequado. Lá se vendem ideias, se passam ideias e mensagens. O espaço é muito exíguo para debates. A mensagem deve ser instantânea. Elas são, sim, uma poderosa fonte de informação. Também não creio que elas, como as conhecemos, venham a substituir representações da cidadania, como partidos e outras. Poderão ser criadas redes exclusivas com esse objetivo dentro de um mesmo espectro de pensamento, mas para mensagens e informações. Ideias necessitam de espaços, tempo e longas discussões. A rede tem tudo isso, mas não conheci ainda quem se disponha a discutir, fundamentar e sustentar ideais sem longas discussões.

Aleluia com o produtor de shows Luís Carlos Miele, parceiro de Ronaldo Bôscoli e humorista de boates e televisão. Foto: Acervo pessoal

N – Por que, a seu ver, o marketing digital nunca avançou no Brasil? Há campo para progredir ou perdemos definitivamente o rumo nessa alternativa mercadológica, cada vez mais necessária, até mesmo urgente, em nossos dias?

A – Ainda somos analfabetos digitais. Nosso investimento pessoal, institucional e empresarial na rede, no Brasil, é pequeno. A prova é o que fizeram com o e-mail no Brasil. O comércio eletrônico fez sua aparição entre nós com entusiasmo e muitas promessas. Nas pequenas empresas até que funciona bem, mas nas grandes é um fracasso. Conheço experiências desastrosas nas grandes lojas de rede. O marketing digital regrediu no Brasil. Os problemas ainda existem. Vazamento de informações confidenciais, confusão no endereçamento, erro na leitura da compra, roubo de dados do cartão de crédito e na logística,  principalmente quando as empresas dependem dos correios e telégrafos, são corriqueiros.Toda essa mecânica é gerida por robôs digitais e eles necessitam de investimentos constantes.

Aleluia com Carlos e Ricardo Boechat, então colunista do JB e do Globo e hoje âncora da TV Bandeirantes. Foto: Acervo pessoal

N – O senhor pode se orgulhar de ter enxergado antes de muita gente metida a sebo a dimensão real e potencial do capitão e deputado federal Jair Bolsonaro na espetacular conquista da Presidência da República, pelo voto direto do cidadão que não suporta mais ter de arcar com os prejuízos econômicos e éticos da política antiga. A seu ver, na Presidência da República, ele se imporá aos preconceitos de uma oposição vil e rasteira ou poderá cair na tentação dos vícios da velha política, amém? 

A – Os riscos existem. As barreiras interpostas ao novo governo são imensuráveis. Os grupos de interesses  são diversos, estratificados e não quantificados. Isso se dá em função do improviso do governo. Agora é que o governo vai se assenhorear da situação. Isso levará um tempo. A vitória chegou de repente e entrou na sala sem bater à porta. Quanto mais rápido o governo identificar e se mobilizar diante dessas barreiras, mais chances de triunfo terá.Normalmente os grupos políticos se aglutinam em torno de um candidato bem antes das eleições. Isso proporciona ao candidato a possibilidade de se estruturar para governar em caso de vitória. Não foi o que aconteceu com Bolsonaro. Ele marchou sozinho. Por onde andou acenava para os diversos grupos clamando por apoio e companhia. Poucos acreditavam. E ele venceu sob condições inacreditáveis. Sofreu atentado, campanhas difamatórias, e não tinha dinheiro nem mídia convencional. Observe que no dia do atentado havia uma multidão o seguindo e ele estava sozinho. Sozinho como fez em toda a sua campanha. A partir da vitória é que vem a estruturação. Vamos levar um tempo para poder aferir. Ele tem de se impor à esquerda em todos os segmentos. Mas não se iludam. Ele chegou sozinho em termos de grupos políticos. A massa, mais da metade dos eleitores, está com ele. Outro fenômeno a ser analisado e levado em consideração pelo governo foi a perda dos 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Num pequeno prazo de 20 dias, 10 milhões de votos se foram diante da atuação maciça da esquerda. Esse fato não pode ser desprezado.

Aleluia com o Chicago boy e ex-ministro da Fazenda do Chile Hernan Buchi, em Santiago. Foto: Acervo pessoal

N – Que papel será desempenhado neste futuro próximo pela esquerda e pelos partidos tradicionais, derrotados fragorosamente na última eleição e relegados por sua própria decisão a uma resistência histérica e estéril?

 A – A esquerda não morreu, nem morrerá, mas será minoria nos próximos anos. Permanecerá viva e atuante. Precisamos esperar para ver como será o comportamento do Congresso Nacional. A partir da atuação dos congressistas poderemos firmar um argumento. A esquerda tem a pauta nacional e está incrustada em todos os segmentos da sociedade brasileira. O único segmento social em que a esquerda não atua é o dos negócios, do agro à padaria da esquina. Eles não sabem como se meter numa área em que a livre-iniciativa, a vontade pessoal e o riscos são os ingredientes principais. O resto, toda a pauta é da esquerda. Vai do meio ambiente,  passando por presidiários, ensino, artes e cultura, música e cinema, feminismo, sexualidade e outras tantas. O novo governo impôs sua promessa de dominar essas pautas com novos projetos, com novas abordagens e novos sonhos. Assim venceu nas urnas. A esquerda vocifera pela mídia. Ela domina os canais da velha mídia. Vai fazer muito barulho, sem, porém, ter mais o apoio da sociedade como tinha outrora. É nessa lacuna que o governo deve entrar e se consolidar.

Aleluia com o advogado Jorge Serpa, que foi íntimo de JK, Jango, Roberto Marinho e vários presidentes militares e morreu em 20/1 último, ao lado do jornalista Aristóteles Drummond. Foto: Acervo pessoal