Para deter a enxurrada

Para deter a enxurrada

A sociedade brasileira precisa muito da interferência benfazeja das áreas sãs da Justiça e do Ministério Público para evitar que os efeitos malignos da banda podre do STF produzam danos no combate à corrupção

José Nêumanne

26 de abril de 2018 | 12h04

Ao lado do embaixador da França, Miraillet, Dodge deve pensar muito para evitar que o mau cheiro do STF se propague mundo afora. Foto: Wilton Jr./Estadão

Perplexa e paralisada com a decisão espúria da Segunda Turma do STF, a sociedade brasileira espera que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba encontrem um caminho para contestá-la perante os outros ministros que não têm compromisso com o “Lula livre” instalado no colegiado reduzido. É de esperar também que estes salvem o que ainda resta de credibilidade numa instituição cujas absurdas oscilações, como é o caso dessa, provoca enjoos na tripulação, ou seja nós. O pior de tudo será se se cumprirem as profecias da defesa de Lula e outros advogados que acham que essa iniciativa pode dar início a uma enxurrada de medidas similares que retirem o criminoso condenado do alcance de Moro. Este é meu comentário no Podcast Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde as 6 horas da quinta-feira 26 de abril de 2018.

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