Papo de pacto é furado

Papo de pacto é furado

Partindo do pressuposto de que o Brasil está dividido, depois de eleitor ter ditado claramente rumo do País na eleição, Toffoli vem com conversa de acordo, que cidadão rejeitou nas urnas

José Nêumanne

30 de outubro de 2018 | 07h05

Toffoli propõe pacto entre três Poderes para unir Brasil, que não está dividido e sabe o que quer. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Dois dias antes da eleição, o presidente do STF, Dias Toffoli, sugeriu um pacto entre os três Poderes pela governabilidade do Brasil e voltou ao assunto no cumprimento que fez ao presidente eleito, Jair Bolsonaro. Isso é que é jogar papo fora. Ao votar majoritariamente no candidato do PSL, o povo brasileiro manifestou seu desprezo por acordos entre chefões políticos de forma explícita. O que os presidentes dos Poderes precisam fazer é cumprir seus deveres sem alarde. Cabe ao Legislativo fazer as leis que regem o convívio da cidadania em sociedade. O Executivo governa cumprindo essas leis. E o Judiciário tem apenas de julgar se está tudo nos conformes da Constituição. Nada mais. Este é meu comentário no Estadão Notícias, desde 6 horas no Portal do Estadão na terça-feira 30 de outubro de 2018.

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