Papo aranha
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Depondo a Moro, o patriarca da Odebrecht contou a lorota cínica do caixa 2 no lugar da corrupção

José Nêumanne

13 Março 2017 | 19h08

Emílio com Lula presidente na abertura da exposição

Emílio e Lula na exposição “Odebrecht 60 anos – Uma história a serviço do futuro” Foto Dida Sampaio/Estadão

O empreiteiro Emílio Odebrecht, pai de Marcelo, presidente da empreiteira que herdaram do patriarca Norberto, não relatou fatos no depoimento ao juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, tentando inocentar os réus, seu filho e o maioral petista Antônio Palocci inclusive. Mas tentou construir uma versão, que a esquerda chama de narrativa, para dar sustentação jurídica, sociológica e filosófica para a cantilena absurda dos defensores dos gatunos que rasparam os cofres de nossa triste e insana República: a de que ilícito contábil é uma coisa diferente de crime, ou seja, é diferente de corrupção. Claro que caixa 2 não implica necessariamente corrupção. São crimes diferentes, mas ambas as modalidades são delituosas.

(Comentário no Pauta do Dia da Rádio Estadão, FM 92,9, na segunda-feira 13 de março de 2017, às 18h07)

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