Pandemia não é histeria

Isolamento social, a que Isabel e eu aderimos há 13 dias, é defendido pelo presidente da Academia Nacional de Medicina, Rubens Belfort, que atribui à proximidade entre pessoas aceleração do contágio da covid-19

José Nêumanne

26 de março de 2020 | 18h12

 

Rodrigo Maia propôs o corte dos salários de deputados e senadores para financiar o combate ao coronavírus, inimigo invisível e insidioso do Brasil, mas a ideia não foi para a frente. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Estou há 12 dias em isolamento em casa e cumprirei a quarentena de mais 15, decretada pelo governo de São Paulo. Sinto falta de minha vida social, mas continuo empenhado em evitar, como avisou Nando Moura, que a aceleração do contágio do terrível inimigo invisível leve a saúde pública ao colapso. Até Mandetta aderiu à teoria da histeria de seu chefe, Bolsonaro. Mas apoio-me no vídeo distribuído no WhatsApp pelo presidente da Academia Nacional de Medicina, Rubens Belfort, condenando a proximidade física entre as pessoas mesmo em casa, numa demonstração de que o combate à doença que parou o mundo não é histérico, mas responsável. Por isso, não me arrependo de ter adotado esta posição e, ao contrário de quem me condena por isso, tenho certeza de que esta medida já deveria ter sido adotada em todo o País. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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