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Pandemia contra impeachment

Em vez de se defender das estocadas de Moro contra sua honra, Bolsonaro pretende evitar processo ou impeachment contando com narrativa do Centrão que adia impeachment a pretexto de combate à covid-19

José Nêumanne

28 de abril de 2020 | 18h12

Em vez de tentar contestar as acusações feitas por Moro contra ele, Bolsonaro preferiu contar com ajuda de Aras na Procuradoria-Geral e de inimigos do ex-ministro no Congresso. Foto: Marcos Corrêa/PR

No dia em que foi noticiada a passagem dos 3 milhões de pessoas contagiadas na Terra com o vírus chinês., Maia, tido como arqui-inimigo de Bolsonaro e seu clã, quebrou longo silêncio depois das acusações feitas ao presidente na despedida do ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública. E disse que há vários processos citando-as para autorizar inquérito criminal no STF e o Senado a abrir processo de impeachment, mas ele acha precipitado, pois já estamos numa enorme crise sanitária e também nos preparando para a maior depressão econômica da História, não sendo hora de incentivar o caos institucional. O irônico é que o capitão sempre desprezou a covid-19, chamando-a de “resfriadinho”, como o fizera antes Trump, que depois mudaria de opinião e nunca mudou sua posição de que era histeria nem sua oposição ao isolamento social. Neste momento, porém, a pandemia está adiando qualquer tentativa de tirá-lo do poder. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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