Ou Lula ou nada

Ou Lula ou nada

PT e defesa de seu candidato mantêm em suspenso sua inelegibilidade para tentar mantê-lo à tona, violando direito do eleitor, protagonista da democracia, de ser informado sobre em quem pode votar, ou não

José Nêumanne

23 de agosto de 2018 | 12h10

Flagrante de 2012 nos jardins de Maluf, hoje cassado, com Lula, preso, e Haddad, tentando manter seu líder à tona. Foto: Epitácio Pessoa/AE

Interessados apenas em manter o mito do líder injustiçado pelo Estado de Direito brasileiro, a defesa de Lula e o PT apostam suas fichas no adiamento do julgamento da inexorável inelegibilidade do candidato, mantendo o eleitor sem informação alguma sobre em quem poderá votar em outubro. É claro que os prazos da Justiça têm de ser cumpridos até para que não haja suspeita alguma de que o presidiário mais célebre do Brasil teve direito a ampla defesa, garantida pela ordem constitucional vigente. Mas o protagonista da democracia não é o pretendente a cargo público, mas, sim, o cidadão que o escolhe para o posto e a este está sendo negado o elementar direito de saber em quem pode, ou não, votar.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quinta-feira 23 de agosto de 2018, às 7h30m)

Para ouvir clique aqui e, em seguida, no play

 

Abaixo, os assuntos para comentário de quinta-feira 23 de agosto de 2018

 

1 – Haisem – Que contribuição o Partido dos Trabalhadores e a defesa de Lula trazem ao fortalecimento do Estado Democrático de Direito no Brasil da decisão de procrastinar o quanto for possível a decisão final da justiça sobre a inelegibilidade do candidato petista à Presidência da República nesta eleição?

 

2 – Carolina – Que novidade a Coluna do Estadão publicada na edição do jornal hoje traz sobre o grande escarcéu armado pelos devotos de Lula a respeito de uma comissão de especialistas vinculada à Organização das Nações Unidas “recomendando” que o “Brasil” permita que o condenado e, por isso, inelegível faça campanha para a Presidência da República?

 

3 – Haisem – Que razões o Estadão tem para apoiar no principal editorial o artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no jornal britânico Financial Times em resposta à onda de críticas às instituições brasileiras em relação à condenação, prisão e proibição de Lula de participar do pleito presidencial de outubro que vem?

 

4 – Carolina – Quando é que o governo Temer vai, afinal, agir para valer para garantir a segurança no Estado de Roraima, que, por enquanto, é um caso tratado como um conflito político entre a governadora do Estado, Suely Campos, e o presidente nacional do MDB, senador Romero Jucá?

 

5 – Haisem – O que representa para o momento político brasileiro a cassação pela mesa da Câmara dos Deputados por unanimidade do mandato de Paulo Maluf, preso há oito meses e que agora está em prisão domiciliar por decisão do Supremo Tribunal Federal?

 

6 – Carolina – A manchete da Folha de S. Paulo de hoje dá conta de que “Apoio à presença do Exército no Rio cai 17 pontos em 10 meses”. Mas na primeira página a mesma notícia informa que as tropas ainda são defendidas por 66% dos entrevistados pela Datafolha. O que essa pesquisa traz de novo sobre a questão da intervenção militar na segurança daquele Estado da Federação?

 

7 – Haisem – O que há de interessante na reportagem desta semana da série Nêumanne entrevista no Blog do Nêumanne com o cineasta e ex-analista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Paulo Melo?

 

8 – Carolina – O que a obra literária de Zuza Homem de Melo tem de relevante para justificar a escolha do crítico de música popular para uma cadeira da Academia Paulista de Letras?

 

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.