Orcrim a favor de Bolsonaro

Ministro do STF Alexandre de Moraes levanta sigilo do inquérito que investiga bolsonaristas inimigos da democracia revelou que investigação poderá enquadrá-los em crime de organização criminosa

José Nêumanne

24 de junho de 2020 | 21h38

Sara Giromini, líder de 17 fanáticos que adotaram nome de “300 pelo Brasil”, presa e solta por Alexandre de Moraes, é símbolo do fim da impunidade de bolsonaristas contra democracia. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do inquérito pedido pela Procuradoria-Geral da República, chefiada por Augusto Aras, levantou o sigilo de sua determinação de mandados de busca e apreensão em casas de suspeitos de financiamento, organização e participação de apoiadores bolsonaristas em atos antidemocráticos e da quebra do sigilo bancário de parlamentares governistas, por haver detectado que até agora já surgiram graves indícios da existência de uma organização criminosa que violou a Lei da Segurança Nacional. Isso acontece no momento em que um amigão do presidente jair Bolsonaro, o ex-paraquedista Fabrício Queiroz, foi preso na casa do advogado Frederico Wassef, dispensado domingo de defender pai e filho e sendo substituído por profissionais que antes representaram nas cortes corruptos, como Cabral, e militares acusados de ofensas aos direitos humanos praticados durante a ditadura, caso do torturador e assassino Brilhante Ustra. Direto ao Assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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