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Oração pelo entendimento

No mundo sacodido por conflitos e no Brasil empobrecido pelas crises os humanos precisam refletir e se unir

José Nêumanne

16 de junho de 2016 | 16h49

A canção religiosa que escolhi para introduzir meu comentário da quarta-feira 15 de junho de 2016 foi um belíssimo canto de muezim (o mesmo que almuadem), ou seja, aquele pregador que sobe nos minaretes para entoar uma melodiosa chamada para o fiel orar de pé com os braços erguidos para o alto e o corpo voltado para a direção de Meca. Nunca vi a cena, mas a descrição basta para que saibamos quão bela e tocante pode ser. Na Alhambra, em Granada, Andaluzia, Espanha, senti o contraste entre a brutalidade cristã do castelo do rei Carlos e a harmoniosa delicadeza dos jardins do Generalife, construído pelos muçulmanos. Hoje, com a cristandade livre da violência repressiva da Contra-reforma s o Islã sacudido pela Jihad (guerra sagrada), parece que os polos bárbaro e civilizado foram trocados. Em respeito à tolerante cultura muçulmana do passado, ainda praticada hoje por muitos prosélitos de Alá e Maomé, e as conquistas civilizatórias dos cristãos, é hora de pedirmos aos céus que os humanos se reconciliam sob a fé e com o abençoado benefício da dúvida. Aproveitando este momento de angústia, fome, dor e medo, convoco os brasileiros à harmonia e à reconstrução ao som da chamada do muezim à contrição na abertura de meu comentário no Direto da Redação da Rádio Estadão.

Clique aqui para ouvir o cântico do muezim

 

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