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Oposição derrotada de novo no voto

Farol da esquerda de uma virada impossível na Câmara foi desligado na votação do segundo turno da reforma da Previdência, cujo texto-base foi aprovado por mais uma larga margem: 370 a favor contra 124

José Nêumanne

07 de agosto de 2019 | 10h01

No plenário lotado da Câmara oposição levou mais uma surra de capote na votação do segundo turno da reforma da Previdência, que o povo quer ver aprovada. Foto: Gabriela Biló/Estadão

Mais uma vez com larga folga, a reforma da Previdência passou em segundo turno na Câmara com 370 votos a 124. A votação do texto-base na madrugada da terça-feira abre a perspectiva benfazeja de uma possível volta da confiança dos investidores, que pode dar uma oportunidade para a retomada do crescimento econômico. E isso deve levar à lentá, mas consistente, queda do desemprego, que é hoje a maior chaga social da crise herdada dos desgovernos do PT de Lula e Dilma e do MDB de Temer. Ainda há um longo caminho a percorrer e a economia prevista de quase R$ 1 trilhão nas contas públicas não é a panaceia universal esperada, mas, no mínimo, significa uma lâmpada acesa no fim do túnel. O significado político mais relevante da votação é a demonstração de que a oposição de esquerda, sem programa nem o mínimo de pudor, vai ter enormes dificuldades para continuar apostando na desgraça do povo brasileiro para ativar seu plano de poder, agora afastado para mais longe, de soltar o chefão Lula para depois voltar ao governo.

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Assuntos para comentário da quarta-feira 6 de agosto de 2019

1 – Haisem – Por 370 votos a favor e 124 contra, o texto-base da PEC da reforma da Previdência foi aprovada na Casa e mantém economia de R$ 933,5 bilhões em dez anos; destaques devem ser votados nesta quarta, 7, antes de a proposta de reforma seguir para o Senado. A notícia desta madrugada, afinal, dá um alento para este País em crise

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2 – Carolina – O fato de o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin haver acolhido para discussão no plenário representação dos procuradores contra inquérito das fake news do presidente, Dias Toffoli, relatado por Alexandre de Moraes, teria acendido, afinal, uma luz no fim do túnel

3 – Haisem –  O que você diz da representação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, contra a proibição pelo relator do inquérito citado antes, Alexandre de Moraes, de auditores da Receita Federal, Banco Central e Coaf investigarem 133 contribuintes, entre os quais as mulheres de Toffoli e Gilmar Mendes

4 – Carolina – Que tipo de conseqüência prática você espera do pedido de informações do senador Alessandro Vieira, que tinha antes tentado em vão a instalação da CPI da Lava Toga, agora sobre a farra das passagens aéreas dos ministros do STF e de suas mulheres

5 – Haisem – O que você acha da reação dos governadores do Nordeste à afirmação feita pelo presidente em Sobradinho, na Bahia, dizendo que só atenderá pedidos deles se eles assumirem publicamente a parceria do governo federal nas obras que porventura vierem a ser realizadas

6 – Carolina – Quais são os mais recentes argumentos usados pelo presidente Bolsonaro para defender a possível indicação de seu filho caçula Eduardo para a embaixada de Washington e que conseqüências eles poderão ter a favor ou contra o desejo do extremoso pai

7 – Haisem – Você se surpreendeu com a negativa por unanimidade da Segunda Turma do STF ao pedido de extradição feito pelo governo de Recep Erdogan do comerciante turco naturalizado brasileiro Ali Spahi, acusado de pertencer ao Hizmet, movimento político acusado de terrorismo

8 – Carolina A que se refere o título de seu artigo na página 2 do Estadão de hoje – Um tostão furado de fumo podre

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