Óleo de peroba pro Supremo
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Óleo de peroba pro Supremo

Além de proporem aumento de 16% nos próprios vencimentos em plena crise, ministros do STF desrespeita público que os sustenta dando declarações de um cinismo de fazer frade de pedra chorar

José Nêumanne

09 Agosto 2018 | 17h36

Lewandowski finge que é juiz, mas se comporta como político, além de tudo o mais, impune. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Em definitivo, o Supremo Tribunal Federal precisa de muito óleo de peroba para lustrar a cara de pau de seus ministros. A presidente Cármen Lúcia disse que perdeu, “mas não queria estar ao lado dos vencedores”. Não é das melhores frases dela, porque fica a impressão de que se sentiu confortável por perder, ser aumentada e relegar aos vencedores as batatas do desgaste. Ricardo Lewandowski foi o mais infeliz, ao comparar o R$ 1 bilhão resgatado pela Operação Lava Jato do roubo na Petrobrás com o reajuste dos vencimentos dos supremos, que no Judiciário custará R$ 800 bilhões, mas nas contas públicas gastará R$ 4 bilhões. Logo ele, que só favorece a impunidade… Náusea e ira! Este é meu comentário no Estadão às 5, programa da TV Estadão, ancorado por Emanuel Bomfim, transmitido do estúdio no jornal e retransmitido por Youtube, Twitter e Facebook na quinta-feira 9 de agosto de 2018, às 17 horas.

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