Ói Lula aí trá vêis
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Ói Lula aí trá vêis

Mesmo devendo saber que não vencerá pelo cansaço, defesa de Lula mantém cerco sem tréguas ao STF, levando relator Fachin agora a submeter liberdade do condenado inelegível a plenário virtual

José Nêumanne

28 Agosto 2018 | 11h38

Enquanto defesa vai aos tribunais, militantes mantêm manifestações para manter Lula e PT no noticiário. Foto: Henry Milleo/Arenafotos

O julgamento virtual pelo plenário do Supremo Tribunal Federal de mais um recurso da defesa de Lula contra decisão anterior da mesma Corte sobre idêntico tema pode passar para a História apenas como a última decisão importante na última instância durante a gestão de Cármen Lúcia, que passa no dia 13 de setembro o bastão para o colega Dias Toffoli. É difícil, mas não impossível, que a maioria dos 11 ministros mude radical e subitamente sua decisão de reafirmar a jurisprudência de que condenados em segunda instância – caso do ex, apenado em 12 anos e 1 mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, crimes comuns, em duas instâncias da Justiça – podem continuar presos.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 28 de agosto de 2018, às 7h30m)

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Abaixo, os assuntos do comentário de terça-feira 28 de agosto de 2018

 

1 – Haisem – Decisão do relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, de mandar para plenário virtual da Corte mais um pedido de liberdade da defesa para Lula pode mudar o status de cidadania do ex-presidente e alterar as perspectivas da disputa eleitoral?

 

2 – Carolina – Que modificações na prática na eleição presidencial de outubro podem trazer a notícia dada em manchete pelo Estado de S. Paulo segundo a qual “Ministério Púlico acusa Haddad de enriquecimento ilícito por meio de caixa 2”?

 

3 – Haisem – Que fatos concretos dão razão ao candidato do Partido Democrático Trabalhista, Ciro Gomes, à fé cega que ele insistiu ter na abertura das sabatinas de candidatos no Jornal Nacional da Globo ontem, à noite, na presumida inocência do presidente do partido, Carlos Luppi?

SONORA CIRO 2808 LUPI

 

4 – Carolina – Que razões teve a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para denunciar 26 políticos de alto coturno, 25 do Partido Trabalhista Brasileiro e 1 do Solidariedade, acusando-os de formarem uma organização criminosa para assaltar o erário na distribuição de registros de funcionamento para sindicatos?

 

5 – Haisem – Quais as implicações históricas e ideológicas desse processo movido contra Roberto Jefferson, dono do PTB e delator do mensalão, sua filha, Cristiane Brasil, e o deputado Jovair Arantes, que foi figura de destaque no processo de impeachment da ex-presidente petista Dilma Rousseff?

 

6 – Carolina – Que providências você espera do ministro do Trabalho, desembargador aposentado Vieira de Melo, neste caso escabroso?

 

7 – Haisem – Que lições, a seu ver, traz à política e à administração pública nacional a renúncia do senador e candidato à reeleição Romero Jucá, presidente nacional do Movimento Democrático Brasileiro, da liderança do governo no Senado?

 

8 – Carolina – A que conclusões você chega a respeito da notícia de que o Supremo Tribunal Federal adiou para depois das decisões sua momentosa decisão a respeito da constitucionalidade da instituição do frete mínimo, negociada pelo governo Temer com caminhoneiros e transportadoras que bloquearam estradas e provocaram pane seca e crise de desabastecimento de alimentos e derivados de petróleo no meio deste ano?