O valor que o STF se dá
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O valor que o STF se dá

Após ter passado uma hora falando e ouvindo loas sobre valor do STF para democracia, presidente Toffoli cancelou sessão em que decidiria se viúva teria de dividir pensão do morto com amante dele

José Nêumanne

04 de abril de 2019 | 07h02

Marco Aurélio deixou cadeira vazia, mostrando-se o único ministro do STF a perceber ridículo da sessão narcisista da trupe. Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Quem quiser ter uma ideia de como o STF se tem dedicado a destravar a economia e a pacificar poderes da República deve consultar sua pauta e verificar que estava marcada para ontem o julgamento de uma ação em que seus ministros decidiriam se uma viúva teria direito a receber toda a pensão deixada pelo marido ou dividi-la com o amante do dito cujo. E quem preferir informar-se sobre a capacidade de a mesma instituição, sob a presidência do dr. Dias Toffoli, tem de causar vergonha à sociedade que mantém seus membros poderá ser informado de que o julgamento foi substituído por uma sessão solene de uma hora em que o órgão máximo do Poder Judiciário ouviu loas sobre os próprios feitos. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da quinta-feira 4 de abril de 2019.

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