O sujo falando mal do limpo

Alcolumbre disse que, se Moro fosse parlamentar, já estaria cassado ou preso, a julgar pelas mensagens trocadas pelo aplicativo russo Telegram, sem se lembrar dos processos a que responde no STF nem relatar que crimes ex-juiz cometeu

José Nêumanne

26 de junho de 2019 | 06h53

Em momento de euforia, presidente do Senado resolveu dar aula de ética ao ex-juiz da Lava Jata, como se ele fosse um santo e o ministro da Justiça, um malandrinho contumaz, papéis trocados. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Naqueles ágapes infindáveis do Planalto Central, o amapaense Davi Alcolumbre, deslumbrado pelo posto que ocupa de presidente do Senado, mas invejoso da popularidade do ministro da Justiça, Sérgio Moro, deitou falação contra o herói popular que ele jamais conseguirá ser. Disse, entre outras patacoadas, que, se o ex-juiz da Lava Jato fosse parlamentar, as revelações do site The Intercept Brasil já o teriam levado à cassação ou à prisão. Omitindo os próprios crimes, esqueceu-se de contar que crimes teria cometido o outro. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da quarta-feira 26 de junho de 2019.

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