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O ridículo 3º turno do DataFolha

Ao eleger poste de Lula presidente contra Bolsonaro, instituto cai na galhofa e compromete reputação do setor, levando ao ridículo empresas que fazem levantamentos de intenções de votos nas eleições

José Nêumanne

02 de setembro de 2019 | 20h46

Era só o que faltava: DataFolha elege Haddad presidente em disputa com Bolsonaro, que ainda tem 3 anos e 4 meses de mandato a cumprir após ter derrotado petista. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

A pesquisa do DataFolha dando Haddad à frente de Bolsonaro num inexistente terceiro turno inexistente na eleição que já foi resolvida só ridiculariza o próprio instituto e o próprio negócio das pesquisas de detecção de intenções pré-eleitorais. A próxima eleição presidencial está marcada para daqui a três anos e quatro meses e a sondagem só pode ser uma adesão explícita ao Lula Livre e a uma eventual campanha pelo impeachment do presidente eleito, que não tem a mínima possibilidade de acontecer. Com isso assume o primeiro lugar da piada de mau gosto vencendo a tentativa de Márcio França, tirando o PSB do Foro de São Paulo para enganar o eleitor tentando se dissociar do PT. E a atribuição a Luciano Huck a líder do centro para lutar contra polarização política. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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