O puxa-encolhe do Coaf
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O puxa-encolhe do Coaf

Nova mudança do órgão de inteligência financeira - de Fazenda para Justiça, de Justiça para Economia, e agora proposta para mudar para Banco Central - em nada reforça força e prestígio de Moro com Bolsonaro

José Nêumanne

19 de agosto de 2019 | 17h53

Demissão de Leonel, nomeado por Moro, é prova viva de que Bolsonaro não cumpre o que garantiu a senadores que queriam manter Coaf na Justiça. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Confirmando o que prometera ao ex-juiz Sérgio Moro ao nomeá-lo ministro da Justiça, o presidente Jair Bolsonaro mandou MP ao Congresso transferindo o Coaf do ministério da Economia para a pasta do herói do combate à corrupção. Os inimigos da Lava Jato na Câmara, contudo, o devolveram à Economia. Alguns senadores tentaram rebelar-se e insistir na mudança, mas o chefe do governo prometeu pessoalmente que dava na mesma porque Paulo Guedes faria o que Moro decidisse. Com a cabeça do presidente da Coaf, indicado por Moro, a prêmio por ter ousado criticar a medida do presidente do STF paralisando investigação contra o 01 do chefe, Flávio, o pai deste vai subordinar o órgão ao Banco Central, num vaivém que não condiz com a boa gestão e que mantém no ar a impressão de que seu primogênito não suporta inquérito. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará. 

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