O primado do social
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O primado do social

Os bloqueios de estradas e vias públicas pelo MST para tentar impor à Justiça e à sociedade o registro da candidatura a presidente de Lula são desafios à ordem e à democracia que não deviam ser tolerados

José Nêumanne

15 Agosto 2018 | 07h00

Manifestantes do MST violam direito de ir e vir do cidadão e tentam pressionar autoridade judicial. Foto: Joédson Alves/EFE

Os bloqueios de estradas e vias públicas promovidos pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra para forçar a Justiça a aceitar o registro da candidatura de seu candidato inelegível à Presidência da República provocam bagunça e desordem, incompatíveis com o Estado de Direito. A reação pusilânime da autoridade pública é um reflexo da crise de falta de credibilidade dos ocupantes de cargos nos governos federal e estaduais, incapazes de garantir o direito constitucional inalienável do cidadão de ir e vir e dos encarregados do Poder Judiciário de tomarem a decisão dentro da lei, sem pressões de nenhum lado para que se possa garantir o primado do direito social sobre o individual. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no ar desde as 6 horas da quarta-feira 15 de agosto de 2018.

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