Um presidente árido

Um presidente árido

Temer recusa-se a ver a tragédia da seca no Velho Chico e no sertão, que morre de sede

José Nêumanne

03 de novembro de 2016 | 11h18

A cidade emerge de Sobradinho seca

A cidade emerge da represa seca de Sobradinho

Com o menor volume d’água desde sua inauguração em 1979, na ditadura, a represa de Sobradinho deu o sinal de alerta na distribuição de energia e fornecimento de água em Alagoas e Sergipe, incluindo Aracaju. O açude de Boqueirão, que abastece o Vale do Paraíba do Norte e a segunda maior cidade da Paraíba, Campina Grande, também chegou a míseros 5% de volume. Até agora os nordestinos reclamam de seus políticos, que não transmitem sua sede numa seca maior do que a de 1915, que inspirou o célebre romance de Raquel de Queiroz O Quinze. Mas, desde que o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, não foi recebido por Michel Temer, eles têm novo vilão, que nem sequer dá as caras.

(Comentário no Estadão no Ar da Rádio Estadão – FM 92,9 – da quinta-feira 3 de novembro de 2016, às 7h16)

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