O presidente morde-assopra
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O presidente morde-assopra

De manhã, falando para empresários no Rio, Bolsonaro ataca "classe política" e, depois, no Planalto, em Brasília, diz que a última palavra sobre reformas é do Congresso

José Nêumanne

21 de maio de 2019 | 11h36

Bolsonaro no lançamento atrasado da campanha publicitária a favor da reforma da Previdência, como sempre entre verdades e mentiras. Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Na manhã de segunda 20 de maio, Bolsonaro abriu a semana dizendo a empresários na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) que o problema do Brasil é a classe política. À tarde do mesmo dia, no Palácio do Planalto, para um auditório de políticos, onde foi lançada a campanha de publicidade da reforma da Previdência, disse que valoriza o parlamento e que a última palavra sobre o assunto ali tratado será da Câmara. Trata-se do próprio presidente vagalume, ou, mais ainda, morde-assopra, sendo que sempre bate em quem não está a seu alcance e afaga quem estiver mais próximo. Além do mais acusa “as imprensas” (que diabo será isso?) de contar mentiras contra ele, ao mentir sobre ter vetado (na verdade, fez um veto insignificante) o infame projeto do Congresso para anistiar partidos políticos. Vôte!

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Assuntos de comentário da terça-feira 21 de maio de 2019

1 – Haisem – O que levou o presidente Jair Bolsonaro a dizer que valoriza o parlamento e que a última palavra sobre reforma da Previdência será da Câmara ao lançar uma campanha publicitária de apoio a esse projeto

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2 – Carolina – Mas esta afirmação, a seu ver, não é contraditória em relação a outra, que ele fez numa reunião com empresários da Federação das Indústrias no Rio de Janeiro

3 – Haisem – Você, afinal, pedirá desculpas a nossos ouvintes por.haver comentado a notícia de que Bolsonaro sancionaria projeto para anistiar partidos políticos de multas por violarem lei que obriga a usar 30% do fundo partidário com mulheres candidatas e o presidente disse que era mentira das “imprensas”

4 – Carolina – Você achou apropriada a piada que o mesmo Bolsonaro fez quando disse que “até gostaria de ser dono de laranjal”

5 – Haisem – Será que procede a informação dada ontem pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Filipe Francischini, de que a Comissão Especial da Reforma da Previdência votará o relatório amanhã

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6 – Carolina – Quem tem razão, a deputada estadual paulista Janaína Paschoal, que fez um apelo dramático para as manifestações de domingo 26 de maio a favor de Bolsonaro sejam suspensas ou sua colega do PSL, a senadora Soraya Thronique, que convoca os cidadãos às ruas para fazer cobranças ao Centrão

7 – Haisem – Até que ponto a Receita Federal poderá chegar na investigação anunciada hoje em manchete pelo Globo a respeito da movimentação atípica constatada pelo Coaf nas contas bancárias dos gabinetes do filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro, seu ex-assessor Fabrício de Queiroz e de mais 93 pessoas que têm conexão com a Alerj

8 – Carolina – O que, a seu ver, teria motivado a inconfidência feita pelo ex-ministro Bresser Pereira a respeito do noivado de Lula com a socióloga paulista Rosângela Silva