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O preço para blindar Flávio

Indicado por Toffoli e nomeado por Temer e mantido por Bolsonaro, Mendonça defendeu censura contra Crusoé e banquetes do STF e preenche definição do presidente a bom candidato ao STF, e inquérito sobre Flávio é extinto

José Nêumanne

19 de julho de 2019 | 17h34

Blindagem do primogênito de Bolsonaro poderá extinguir 6 mil processos contra tráfico, inocentar sem inquérito maganões de PT, PCC e Fabrício, facilitando lavagem de dinheiro. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Por que Bolsonaro manteve André Mendonça na Advocacia-Geral da União, nomeado por Temer no apagar das luzes de seu mandato-tampão, por indicação de Toffoli? Por que o o capitão reformado o chamou de “ministro terrivelmente evangélico” depois de haver reclamado da falta de um membro com essa definição no STF? Por que o chefe de Mendonça não reagiu contra seus pareceres a favor de Toffoli e Alexandre de Morais pela censura da Crusoé e no caso de banquetes com vinhos premiados e medalhões de lagosta em plena crise econômica e do desemprego? As respostas a essas perguntas podem esclarecer por que o presidente do STF proibiu o compartilhamento de dados do Coaf por MPF e PF a pedido do advogado do primogênito do presidente da República. São questões que não podem ficar sem respostas, pois a decisão criminosa cancelou processos contra tráfico de drogas e facilitou a lavagem de dinheiro, fundamental nas investigações sobre corrupção e crime organizado. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nessas respostas nos salvará.

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