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O ‘Posto Ipiranga’ e o fundo do poço

Paulo Guedes faz muito bem em diagnosticar situação dramática da economia e chamar Congresso à responsabilidade, mas chegou a hora de contar o que governo fará para destravar economia, além da reforma da Previdência

José Nêumanne

15 de maio de 2019 | 09h42

Guedes fez diagnóstico duro e franco da situação, agora falta indicar terapia e medicamentos para destravar economia. Foto: Sérgio Lima: AFP

O ministro da Economia, Paulo Guedes, cumpriu o primeiro capítulo de sua função de “Posto Ipiranga” de Jair Bolsonaro ao usar de toda a franqueza, em vez de vender falsas e generosas ilusões, no pronunciamento que fez em audiência na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional. Sem papas na língua nem enrolação de aprendiz de feiticeiro, ele disse que “estamos no fundo do poço”. Virou ainda a segunda página quando apontou a aprovação da reforma da Previdência como primeiro passo para sair desta situação. Falta agora o governo sair-se bem na aprovação do novo teto de gastos para evitar tsunamis fiscais ainda neste primeiro semestre. E apontar os rumos da retomada do crescimento após a aprovação, ou não, desta providência.

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Assuntos para comentário da quarta 15 de maio de 2019

1 – Haisem – A manchete do Estadão hoje – “A realidade é que estamos no fundo do poço”, diz Guedes – é acachapante. Como acordar nesta quarta-feira diante de um barulho destes

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2 – Carolina – O que mais lhe chamou a atenção nos votos dados pelos quatro membros da sexta turma do Superior Tribunal de Justiça que soltaram ontem por unanimidade o ex-presidente Michel Temer

SONORA_CORDEIRO 1505

3 – Haisem – O que lhe chama tanto a atenção no julgamento marcado para hoje no Tribunal Regional Federal da 2.ª Região, o mesmo que mandou soltar e, depois, prender de novo Temer

4 – Carolina – O que levou o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski a conceder habeas corpus ao bicheiro José Caruzzo Scafura, o folclórico Piruinha: teria sido a fama do condenado ou ele teria outra razão

5 – Haisem – Enquanto aconteciam todas esses vaivéns jurídicos no País,  que relevante compromisso em Nova York, durante sua cruzada pela recuperação da reputação da instituição, tinha o presidente do STF, Dias Toffoli

6 – Carolina – Qual foi o feriado nacional que liberou o presidente da Câmara de comparecer ao trabalho, atrasando a pauta de votação da reforma da Previdência, que ele defendeu com tanto ardor em Nova York

7 – Haisem – Mas será que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teve nos Estados Unidos ocasião de levar à prática a pregação que fez no almoço do Banco da América da inversão dos 70% dos recursos do Estado e 30% da Nação

8 – Carolina – Por que o título de seu artigo na página 2, de Opinião, do Estadão de hoje é Suspeitos do Centrão é que mandam no Brasil, hein?

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