O peso do ICMS
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O peso do ICMS

O que mais pesa no alto custo dos combustíveis, contra o que protestam caminhoneiros, não é política de preços da Petrobrás nem Cide ou PIS/Pasep, mas, sim, impostos estaduais, e governadores não dão um pio

José Nêumanne

24 Maio 2018 | 13h08

Protesto dos caminhoneiros foi chamado de greve em Santana do Livramento (RS), mas se assemelha mais a locaute. Foto: Fabian Ribeiro/Agência Free Lancer

Os caminhoneiros têm razão em protestar contra aumentos diários de diesel, mas, ao contrário do que imaginam, a principal culpada pela situação não é a política de preços da Petrobrás, que está saneando a empresa quebrada pelo populismo ensandecido do PT et caterva. O que mais pesa na formação desses preços são os impostos, mas zerar a Cide de nada adianta, pois sua participação é milimétrica. O peso maior é do ICMS dos Estados. O Rio de Janeiro, com a alíquota mais alta, chegando até a 36%, é o caso mais absurdo, pois, ainda assim, o Estado quebrou por roubalheira e má gestão. No entanto, o governo federal age na base do improviso e os governadores fingem que não é com eles para não perder votos. Assim, o impasse continua. É este meu comentário no Estadão Notícias, que está no ar no Portal Estadão desde 6 horas da quinta-feira, 24 de maio de 2018.

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