O partido dos grotões
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O partido dos grotões

Mesmo que seja vitoriosa, estratégia de que Lula lançou mão para se lançar candidato a presidente, usando Haddad como codinome, confinou PT no Brasil profundo e sumiu no País que trabalha e produz

José Nêumanne

08 Outubro 2018 | 06h54

Lula impôs a seu partido estratégia que pode levá-lo ao poder, mas o confina aos “grotões”. Foto: Stringer/Reuters

Estratégia vaidosa, insensível, autoritária e egoísta de Lula de tentar que a Justiça aceitasse sua candidatura de ficha-suja e, depois, de tornar Fernando Haddad seu preposto, poste, estafeta e pau-mandado, e agora codinome na urna, pode confinar o PT dos dois a regiões que Tancredo Neves batizou magistralmente de “grotões” do Brasil. Mesmo que o nome que está na urna ganhe o segundo turno da eleição presidencial de Jair Bolsonaro, o que é possível, mas pouco provável, será difícil, mesmo tendo a seu dispor a máquina do governo federal, que o partido usou para ganhar poder e enriquecer seus chefões, reconquistar a parte perdida do Brasil moderno e urbano, que trabalha e produz. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal Estadão desde 6 horas da segunda-feira 8 de outubro de 2018.

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