O pandemônio da pandemia

Enquanto resto do mundo se une externa e internamente para combater contágio rápido do coronavírus, presidente insiste em dar prioridade à guerra eleitoral pela reeleição que disputará em dois anos e sete meses

José Nêumanne

27 de março de 2020 | 21h43

Prefeito de Milão, Giuseppe Sala, reconheceu erro que custou muitas mortes de ter apoiado campanha “Milão não fecha” um dia antes de Bolsonaro lançar “O Brasil não pode parar”. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Ontem o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, do Partido Democrático, de esquerda, reconheceu seu erro em participar da campanha Milão não fecha. E hoje Bolsonaro lança campanha de marketing contra o isolamento social para combater a velocidade do contágio do coronavírus. Enquanto o mundo inteiro evita repetir o que aconteceu na Lombardia, o Brasil prioriza a arenga político-eleitoral.

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