O país que virou lama

O país que virou lama

Três anos após Mariana, que continua impune, estouro da barragem da Vale do Rio Doce em Brumadinho dá a Brasil campeonato mundial das catástrofes com crimes não ambientais, mas contra a humanidade

José Nêumanne

28 de janeiro de 2019 | 06h58

O trabalho de bombeiros e voluntários para resgatar vítimas sob a lama cimentada é árduo e produz poucos resultados lentamente. Foto: Washington Alves/Reuters

Três anos depois de haver estarrecido o mundo com a explosão da represa de rejeitos da Vale em Fundão, Mariana, Minas Gerais, o Brasil bate mais um recorde com a tragédia de sexta-feira em Brumadinho, onde se concretizou a metáfora perfeita deste país que virou lama. O drama humano provocado pela lama seca que cimentou centenas de mortos, dos quais só uma parte ínfima será sepultada pelos parentes, supera em dor de famílias atingidas a destruição da memória brasileira no incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro e recentes interdições do tráfego em Brasília e São Paulo motivadas pelo bloqueio de viadutos por falhas estruturais na construção e total falta de manutenção. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas de segunda-feira 28 de janeiro de 2019.

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