O país da impunidade
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O país da impunidade

Um ano após ter sido revelada reunião fora da agenda de Temer com Joesley, presidente não a explicou e interlocutor está solto à espera de que STF resolva se sua delação compensa perdão de 200 anos de pena

José Nêumanne

18 Maio 2018 | 12h00

Em junho do ano passado, de boné, Joesley foi à Polícia Federal para depor na Operação Pathmos. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Um ano após a revelação da reunião em que, na garagem do Palácio Jaburu, Temer recebeu Joesley Batista, da JBS, tudo continua na mesma. O presidente da República ainda na explicou a visita fora da agenda de um interlocutor que ele e seus advogados só chamam de “bandido”. Este e o irmão Wesley continuam fora da cadeia, embora sua delação premiada suspeita, que os livrou de uma condenação penal que poderia superar os 200 anos, tenha sido contestada e esteja sob julgamento do STF, que já decidiu validar as provas criminais obtidas por PF e MPF a partir das indicações da delação, mas ainda não julgou um processo em que, além dos réus, põe em dúvida a atuação dos procuradores federais Angelo Goularte e Marcelo Muller. Cáspite! Este meu comentário consta do Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da sexta-feira 18 de maio de 2018.

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