O novo ministro e o isolamento

Há quem ache que Teich manterá recomendações de Mandetta no Ministério da Saúde, apoiando "isoolamento social" decretado por governadores, mas acho que ele será mais fiel ao chefe do que ao próprio artigo

José Nêumanne

18 de abril de 2020 | 22h41

Teich não se referiu explicitamente a “isolamento social”, que Bolsonaro condena, mas encontrou eufemismos para definir o “vertical” do gosto do chefe: “estratégico” e “inteligente”

No dia em que foram notificados no País 2 mil óbitos pela pandemia terrível, tendo o STF proibido o presidente de tentar reabrir comércio e escolas e autorizar aglomerações por 7 a 0, o governador de São Paulo, João Doria, ampliou a recomendação para os cidadãos ficarem em casa até 10 de maio e Jair Bolsonaro empossou o substituto de Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde. O oncologista Nelson Teich ficou milionário administrando uma empresa privada na área da saúde e é muito respeitado no setor como gestor e consultor. Há quem acredite que ele mantenha a política do antecessor porque a defendeu em artigo, mas acho que ele será fiel ao chefe, que, afinal, o nomeou por isso. Pois, a derrota no STF e a encrenca com os chefões do Congresso não o demoveram de seu negacionismo à ciência. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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