O massacre de Suzano
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O massacre de Suzano

Massacre na escola de Suzano faz parte do clima geral da violência fora do controle no Brasil, e não resulta de bullying, imitação de fenômeno americano oe proibição ou facilidade de porte e posse de armas

José Nêumanne

13 de março de 2019 | 17h36

Massacre na escola de Suzano tem a ver com clima de violência, não com bullying ou posse de arma. Foto: Werner Santanna/Estadão

Nada indica que o massacre na escola Raul Brasil em Suzano, com dez mortos, incluindo os dois atiradores, Henrique, de 25 anos, e Guilherme, de 17, tenha resultado de reação a bullying sofrido por ambos no ambiente escolar que frequentaram ou imitação de atentados similares ocorridos nos EUA. Conforme explicou o criminalista e doutor em psicologia pelo Mackenzie Jacob Pinheiro Goldberg, ocorre no clima de violência com que os jovens convivem no Brasil em geral e em cidades dormitórios como a da cena do crime. O desprezo à vida manifestado pelos assassinos, que se mataram, é fruto de uma cultura de tolerância e até de idolatria ao banditismo e aos atos extremos de agressão.  As explorações políticas da esquerda, que o atribui ao estímulo ao uso de armas, e da direita, que acredita na liberação total delas para combater o crime e a violência em geral, chegam a ser desumanas, considerando-se o resultado dessas pregações infames. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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