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O lado podre do Judiciário

Após fugir para Europa, Ricardo Coutinho voltou ao Brasil e foi preso em Natal e foi solto um dia depois pelo ministro Maia, do STJ, furando fila de antiguidade na Corte: entende-se por que brasileiros não confiam no Judiciário

José Nêumanne

22 de dezembro de 2019 | 18h42

Preso ao desembarcar no aeroporto de Natal dia 20, Coutinho foi encaminhado à penitenciária, da qual foi solto por Napoleão Maia, do STJ, no dia 7. Foto: Reprodução

O ex-ministro Gilson Dipp, advogado do bandido socialista metido a herói Ricardo Coutinho, ex-governador da Paraíba, conseguiu façanha de entrar e sair com habeas corpus no STJ com objetivo de ser julgado na vigência do recesso parlamentar. O objetivo era aproveitar plantão do presidente, João Noronha, para soltar o facínora. Mas este ficou incomodado com denúncia de O Antagonista de que seus filhos são advogados de Coriolano, irmão do ex-petista, e preferiu dar-se por suspeito, uma raridade em nossas altas “cortes”. E, nojenta manobra que incluiu considerar ausentes as ministras presentes Nancy Aldrighi e Maria Thereza de Assis Moura, o HC caiu nas mãos de Napoleão Maia, que absolveu o corrupto uma semana antes de ele deixar o governo num processo no TSE. Há juízes na Paraíba, mas em Brasília nem sempre. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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