O lado certo da História
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O lado certo da História

Denunciando a natureza totalitária do regime bolivarianista de Maduro na Venezuela, Brasil ficou do lado certo da História sem violar soberania do país vizinho nem se aventurar em arroubos militaristas

José Nêumanne

26 de fevereiro de 2019 | 10h33

Militares venezuelanos patrulham seu lado na fronteira com o Brasil nas proximidades de Pacaraima, Rondônia. Foto: Bruno Kelly/Reuters

Ao contrário do que tem sido repetido pela esquerda da resistência e alguns isentões de plantão, na crise da tentativa frustrada da oposição venezuelana de fazer entrar no país alimentos e remédios da ajuda humanitária internacional, a posição do Brasil, manifestada em excelente discurso em castelhano do vice Mourão, está no “lado certo da História”. Com prudência, sensatez e firmeza, o Brasil participou do movimento do Grupo de Lima para manifestar repúdio ao tirano bolivariano Nicolás Maduro, sem, contudo, se comprometer com aventuras levianas e arriscadas, como invasão do território soberano do país vizinho nem arroubos militaristas. O próprio chavista encarregou-se de se desprestigiar.

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Assuntos para o comentário da terça-feira 26 de fevereiro de 2019

1 – Haisem – Que avaliação é possível fazer da posição brasileira sobre a crise na Venezuela, manifestada ontem pelo vice-presidente Hamilton Mourão em Bogotá?

SONORA_MOURÃO 2602

2 – Carolina – Qual é a experiência histórica da Venezuela com eleições democráticas livres, golpes de Estado e ditaduras militares longevas?

SONORA_GUAIDÓ 2602

3 – Haisem – Nicolás Maduro tratou de formas bem diferentes Donald Trump e o governo brasileiro, embora sem citar Bolsonaro. Existem razões para isso nas experiências bilaterais recentes entre os três países?

4 – Carolina – O que sustenta a ditadura bolivariana no poder mesmo estando o povo venezuelano em situação tão miserável com o fracasso de sua economia depois da prosperidade produzida pelo petróleo, principalmente nos últimos 20 anos de administrações chavistas?

5 – Haisem – Que razões a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tem para reclamar do governo e da Vale ação mais efetiva para tranquilizar as populações com barragens de rejeitos minerais a montante de suas casas e plantações?

6 – Carolina – Qual você acha que é a estratégia de Sérgio Cabral ao resolver de repente contar tudo o que andou aprontando no Rio de Janeiro?

7–Haisem – O que você acha do pedido que o Ministério da Educação fez para que as crianças sejam filmadas cantando o hino e recitando mensagens do governo?

8 – Carolina – O que tem impedido a Polícia Federal de apresentar aos chefes Moro e Bolsonaro resultados mais confiáveis da investigação do atentado a faca que o presidente sofreu em 6 de setembro em Juiz de Fora?

 

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