O fim da unicidade sindical
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O fim da unicidade sindical

Aprovada a reforma da Previdência, governo levará à votação no Congresso extinção da unicidade sindical, garantia de exclusividade que privilegia líderes sindicais, em detrimento de trabalhadores

José Nêumanne

07 de março de 2019 | 07h00

 

Sindicalistas carregam retrato de Getúlio Vargas no estádio de São Januário, no Rio, na comemoração do Dia do Trabalho. Foto: Acervo

Enquanto a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) participa da narrativa da esquerda derrotada nas urnas contra o projeto de interesse do País da reforma da Previdência, o secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Fazenda, Rogério Marinho, anuncia a decisão do governo de por fim à unicidade sindical. Essa herança maldita do fascismo getulista, que garante monopólio de um sindicato de categoria de trabalhadores, contrariando o princípio democrático da liberdade de organização da classe operária, passando a lhe dar prioridade e pondo fim a um privilégio da elite de sindicalistas, tem sido a fórmula empregada para manter os sindicatos a reboque dos políticos populistas. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da quinta-feira 7 de março de 2019.

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