O filho não, capitão!
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O filho não, capitão!

Será que Bolsonaro teria sido eleito para dar poder de veto à bancada evangélica na escolha de ministros e, pior, para praticar o mais nefando dos vícios da velha política agonizante, o nepotismo?

José Nêumanne

22 Novembro 2018 | 13h20

Vereador do Rio Carlos Bolsonaro votou na Escola Barão Homem de Melo, na Vila Isabel, e agora é favorito a porta-voz do pai. Foto: Fábio Motta/Estadão

Em plena temporada de anúncios alvissareiros para quem votou em Jair Bolsonaro, imaginando que ele teria ousadia e discernimento para desafiar presidencialismo de coalizão, acabando com o toma lá dá cá na ocupação da Esplanada dos Ministérios, o presidente eleito escorregou em duas cascas de banana. Cedeu à pressão da bancada evangélica, mantendo em suspense escolha de Mozart Neves Ramos para o Ministério da Educação por causa da opinião do técnico contra bobagens como o movimento Escola sem partido, cujo fiasco é anunciado, e, mais grave, incorreu num dos piores vícios da velha política agonizante, o nepotismo, anunciando a intenção de nomear o filho Carlos ministro. Opa!

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quinta-feira 22 de novembro de 2018, às 7h30m)

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Assuntos para comentário de sexta-feira 22 de novembro de 2018

 

1 – Haisem – A manchete do Estadão é a seguinte: “Evangélicos reagem à escolha de Mozart Neves para Educação”. O que você tem a dizer sobre a crise provocada por esta nomeação, anunciada ontem com exclusividade pela repórter Renata Cafardo no blog dela no Estadão?

 

2 – Carolina – E o que representa esta notícia no conjunto dos últimos anúncios de ministros, que têm sido feitos pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, e por alguns de seus assessores mais próximos nos últimos dias em termos de perspectiva para o futuro governo?

 

3 – Haisem – Por que o vice-procurador eleitoral, Humberto Jaques, despachou ao Tribunal Superior Eleitoral a rejeição do recurso do candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, pedindo a abertura de investigação da campanha vencedora de Jair Bolsonaro, sob alegação de abuso de poder econômico na campanha?

 

4 – Carolina – Que revelações relevantes foram feitas pela Folha de S.Paulo na sua edição de ontem com a revelação de telegramas, antes mantidos sob sigilo na Embaixada do Brasil em Havana, dando conta que o programa Mais Médicos foi, na verdade, proposto por Cuba e aceito por Dilma um ano antes de ela apresentá-lo no Brasil como resposta às manifestações de rua de 2013?

 

5 – Haisem – Você acredita que o secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, general Richard Nunes, terá mesmo condições de informar ao Brasil e ao mundo quais foram os mandantes e executantes da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, como prometeu em entrevista à GloboNews?

 

6 – Carolina –O que você achou da declaração da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, segundo quem o decreto de indulto natalino e comutação de penas a condenados assinado pelo presidente Michel Temer em dezembro do ano passado ampliou desproporcionalmente os benefícios e criou um cenário de impunidade no País, ‘sem uma justificativa minimamente razoável’?

 

7 – Haisem – O que você encontrou de relevante do ponto de vista nacional na notícia dada pelo Blog do Fausto no Estadão, dando conta de que a Polícia Federal encontrou R$ 213 mil em dinheiro vivo na residência do prefeito de Granjeiro, região de Cariri no Ceará, João Gregório Neto, o João do Povo (PSD)?

 

8 – Carolina – O que você destaca de mais interessante na edição desta semana da série Nêumanne entrevista em seu blog, desta vez com o premiadíssimo ficcionista Evandro Affonso Ferreira, que, como você diz, é o mais autêntico rato de livraria do Brasil?