O falso pretexto de Toffoli
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O falso pretexto de Toffoli

Presidente do STF agendou discussão de partilha de dados do Coaf por MP e PF para novembro, proibiu-a por decisão monocrática e mentiu ao fingir defender direito do cidadão a sigilo bancário, nunca violado

José Nêumanne

18 de julho de 2019 | 12h14

Dodge ter estranhado proibição por Toffoli de Coaf compartilhar dados com MP é sinal de que ele não a consultou a respeito, apesar do frequente convívio de ofício. Foto: Nelson Jr/sco/STF

Se tinha tanta pressa para “garantir” os direitos da cidadania contra a “vilania” do Coaf em abrir dados sigilosos dos investigados no crime grave de lavagem de dinheiro, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, poderia ter agendado uma reunião do plenário para discutir a partilha de informações do órgão com MPF e PF. Sua decisão monocrática, contrariando a lógica, o óbvio e decisões da maioria dos colegas, ao lado das quais deu seu voto em ocasiões anteriores, é absurda e tirânica, ferindo todos os princípios de colegialidade da instituição. Agrava-a o fato de ter usado como pretexto a mentira de garantir direito ao sigilo bancário e fiscal de toda a cidadania, pois o que, de fato, ele proibiu não quebra nem nunca quebrou o princípio que ele finge defender de que só um juiz pode autorizar a providência. Já o serviço que prestou ao filho do presidente é useiro em seu currículo.

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Assuntos para comentário da quinta-feira 18 de julho de 2019-07-17

1 – Que razões pode, a seu ver, ter tido Dias Toffoli para decidir sozinho sobre proibição de compartilhamento de relatórios do COAF com Ministério Público e Polícia Federais se podia ter levado o recurso de Flávio Bolsonaro ao plenário

2 – Por que teria a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, considerado “preocupante” a decisão polêmica do presidente do Supremo Tribunal Federal

3 –Que argumentos usou o Ministério Público Federal para dar parecer contrário à anulação da sentença de Sergio Moro que condenou Lula no processo do tríplex do Guarujá

4 – O que pode justificar a campanha de Ciro Gomes contra Tabata Amaral e a decisão da direção do partido de ambos, o PDT, de suspender por 60 dias os oito deputados da bancada, ela inclusive, que votaram a favor da reforma da Previdência no primeiro turno da votação no plenário da Câmara

5 – “Liberação do FGTS pode fazer economia crescer 1,1% em 2019”, diz a manchete do Estadão de hoje. Você concorda ou discorda com este anúncio feito pelo governo de liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço numa tentativa de reativar a atividade econômica e aliviar o desemprego

6 – Que importância terá a presidência rotativa de Jair Bolsonaro do Mercosul assumida ontem na reunião de Santa Fé, na Argentina

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7 – A que tipo de truque já usado por Dilma Rousseff, do PT, o filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo, recorreu para justificar a indicação do pai para ocupar a embaixada do Brasil em Washington

8 – Se você tivesse que apostar, o faria ou não na divulgação da caixa-preta do BNDES pelo novo presidente, Gustavo Montezano, ou não

 

 

 

 

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