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O falso foro de Flávio

Advogados do Zero Um de Bolsonaro comemoraram vitória no TJ/RJ, que passou inquérito de peculato na Alerj para segunda instância, mas jurisprudência do STF prenuncia água no chope da festa

José Nêumanne

27 de junho de 2020 | 22h29

Paulo Rangel, polêmico desembargador do TJ/RJ que desempatou votação a favor de Flávio Bolsonaro, no centro, com Marcelo Bretas, em estande de tiro. Foto: Reprodução

Substitutos do presepeiro trapalhão Frederick Wassef, em cujo escritório fake em Atibaia, foi preso Fabrício Qu,eiroz, os advogados Rodrigo Roca e sua irmã Luciana Pires comemoram efusivamente a vitória de seu cliente Flávio Bolsonaro, primogênito do presidente Jair, no TJ do Rio de Janeijro por 2 a 1, transferindo a ação do Ministério Público em que ele seria hoje denunciado por peculato, corrupção e organização criminosa, do severo juiz Flávio Itabaiana para a segunda instância no próprio TJ. Para tanto, contaram com benemerência dos desembargadores Mônica Tolledo e Paulo Rangel, mas o solitário voto vencido da relatora, Suimei Cavalieri, permite recurso, que poderá ter resultado bem diferente, de vez qie o STF consagrou jurisprudência garantindo que foro de prerrogativa de função é encerrado quando a função se encerrou, o que é o caso, pois Flávio é acusado pelos delitos no exercício do mandato na Alerj, na qual não está mais. A decisão festejada foi considerada “teratológica” (monstruosa) por 12 entre 10 juristas de bem. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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