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O efeito Odebrecht no Peru

Ex-presidente do Peru atirou na cabeça porque seria preso no dia em que funcionário do coronel Lima, faz-tudo de Temer, foi identificado como a pessoa que tentou depositar R$ 20 milhões em dinheiro vivo em banco

José Nêumanne

18 de abril de 2019 | 06h58

Alan Garcia, presidente social-democrata, acusado de ter recebido propina de US$ 100 mil, matou-se para evitar a prisão. Foto: Ernesto Benavides/AFP

Na mesma quarta-feira 16 de abril em que o ex-presidente do Peru Alan Garcia se matou com um tiro na cabeça quando estava prestes a ser preso pela acusação de ter recebido o equivalente a 100 mil dólares da empreiteira brasileira Odebrecht, o MP do Rio identificou quem tentou depositar R$ 20 milhões numa agência do Banco Santander. O depositante é gerente financeiro da Argeplan, empresa do faz-tudo de Temer, coronel PM Lima Júnior, e o episódio revela as diferenças de valor e de rigor das Justiças dos dois países. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da quinta-feira 18 de abril de 2019.

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