O Dia do Fogo no Whatsapp
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O Dia do Fogo no Whatsapp

Bolsonaro mandou Moro atuar para investigar denúncias de queimadas simultâneas articuladas por incendiários para burlar fiscalização do Ibama na floresta tropical, um crime facilitado pelo Estado inepto

José Nêumanne

26 de agosto de 2019 | 21h05

Proprietários rurais, grileiros, comerciantes e sindicalistas são suspeitos de atearem focos simultâneos de fogo para burlar fiscalização inepta do Ibama. Foto: Eraldo Peres/AP

Site do Globo Rural deu a notícia que um grupo heterogêneo de 70 sindicalistas, grileiros, produtores rurais e comerciantes combinou por WhatsApp promover queimadas múltiplas na floresta amazônica no Pará com o objetivo de burlarem a fiscalização feita pelo Ibama no dia 10, que seria chamado de  “Dia do Fogo”. A ação foi previamente noticiada pelo jornal Folha do Progresso, de novo Progresso. O Ministério Público Federal do Pará informou ao Ibama, mas este informou que, como a PM do Pará negou dar segurança, os fiscais  não teriam como trabalhar. Esse desleixo do Estado é uma verdade dura que se sobrepõe sobre os mitos e lendas da Amazônia.

Assuntos do comentário da segunda-feira 26 de agosto de 2019:

1 – Haisem – Que motivos você acha que levaram o presidente Jair Bolsonaro a mandar o ministro da Justiça, Sergio Moro, deslocar agentes da Polícia Federal para investigar a atuação de incendiários criminosos nos focos de incêndio da floresta?

SONORA_BOLSO 2608 A

2 – Carolina – “Países ricos prometem ajuda contra queimadas”, publicou o Estadão na primeira página hoje. Que motivos você acha que tiveram os presidentes da França, Emmanuel Macron, e do Brasil, Jair Bolsonaro, para recuarem depois do acalorado debate em torno de quem mentiu sobre os atuais problemas da Amazônia que assombram o mundo inteiro

3 – Haisem – “Novo deve discutir suspensão de Ricardo Salles”, também está na primeira página do Estadão de hoje. Por falar no ministro do Meio Ambiente, que contribuições ele trouxe ao debate sobre a Amazônia na entrevista que deu a José Fucs, do Estadão

4 – Carolina – Por que nas quatro indicações que fez para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, atendendo a indicações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente Jair Bolsonaro nem sequer consultou o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro

5 – Haisem – Existe alguma explicação plausível para o fato de a delação premiada de 78 executivos da Odebrecht, que chegou a ser chamada de “a delação do fim do mundo”  ter chegado a resultados tão pífios quanto os relatados na edição do Estadão de ontem

6 – Carolina – Que detalhes pitorescos sobre as ex-presidentes da República, Dilma Rousseff, e da Petrobrás, Graça Forster, emergiram dos vazamentos da delação premiada do ex-ministro da Economia de Lula e da Fazenda de Dilma Antônio Palocci

7 – Haisem – Que resultados práticos tiveram, a seu ver, as manifestações realizadas ontem nas ruas de cidades brasileiras contra a lei contra abuso de autoridade

8 – Carolina – Na sua opinião, os manifestantes contra a lei do abuso de autoridade em Copacabana no Rio para expulsar do protesto o humorista Marcelo Madureira

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