O DEM pela impunidade

O DEM pela impunidade

Eleitos presidentes da Câmara e do Senado mercê de articulação de Onyx, Maia e Alcolumbre, também do DEM, fazem de tudo para manter status de impunidade para políticos suspeitos de corrupção

José Nêumanne

21 de março de 2019 | 12h20

Maia indica caminho da saída de casa ao último conviva, Toffoli, depois do churrasco de sábado. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Incentivado pela exibição pública de prestígio ao reunir os presidentes dos três poderes em casa no churrasco de sábado 18 e inspirado pela queda de 15 pontos nos índices de bom e ótimo de Bolsonaro na pesquisa Ibope de quarta-feira 20, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, foi extremamente grosseiro ao responder à cobrança do ministro da Justiça, Sérgio Moro, sobre agendamento da votação de seu projeto anticrime. O suspeito de ter recebido propina da Odebrecht sob o codinome de Botafogo chamou o ex-comandante da Lava Jato de “funcionário de Bolsonaro” e seu projeto de “copia e cola” de um trabalho que atribuiu ao ministro do STF Alexandre de Morais, cujo saco  aproveitou para puxar. Assim, junta-se ao reticente Davi Alcolumbre, presidente do Senado: os três foram eleitos para as funções com apoio de Onyx Lorenzoni, do mesmo DEM. Que tal? Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará mesmo.

Atenção: gravarei novo vídeo à tarde para comentar prisão de Temer

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