O crime por trás do hacker
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O crime por trás do hacker

Busca do hacker que invadiu celulares de desembargadores, juízes e promotores de operações de combate à corrupção indica crime sofisticado, bem planejado, caríssimo e de difícil punição

José Nêumanne

14 de junho de 2019 | 17h27

Com divulgação de posts de Moro e Dallagnol capturados do aplicativo Telegram, Greenwald criou ambiente para favorecer Lula, mas tiro parece estar saindo pela culatra. Foto: Ricardo Stuckert

De domingo para cá mudei radicalmente de posição em relação à cobrança que fazia ao ex-juiz Sérgio Moro e ao coordenador da força tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, quanto à armadilha em que tropeçaram ao trocarem mensagens pessoais pelo pouquíssimo confiável aplicativo russo Telegram, que foram reproduzidas pelo site The Intercept Brasil. E agora servem de motivo para defesa de Lula pedir anulação de sua condenação. As investigações da PF já deixam claro que eles não foram os únicos agentes da lei ligados ao combate da corrupção que tiveram seus celulares hackeados. Há indícios de que houve planejamento e até investimento pesado no vazamento seletivo e claramente dirigido a “comprovar” as fantasias de parcialidade da Justiça brasileira contra o PT. Até Gilmar Mendes se tocou.

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Assuntos para comentário da sexta-feira 14 de junho de 2019

1 – Haisem – O que o fez mudar de ideia tão radicalmente no seu vídeo no canal do YouTube ontem a respeito das denúncias de The Intercept Brasil sobre os contatos pelo aplicativo Telegram entre o ex-juiz Sérgio Moro e o coordenador da Operação Lava Jato no Ministério Público, Deltan Dallagnol, e outros membros da força-tarefa

2 – Carolina – Que novas informações trouxe sobre o caso o especialista em tecnologia de informação Sílvio Meira em seu programa semanal na Rádio Jornal de Recife, citado pelo colunista Merval Pereira no Globo

3 – Haisem – Você acha que a ida do presidente Jair Bolsonaro com seu ministro da Justiça, Sérgio Moro, ao jogo no Mané Garrincha anteontem e suas declarações de ontem podem ter a ver com o que a Polícia Federal já descobriu nas oito investigações abertas pelo Ministério Público Federal

SONORA_BOLSO MORO A

4 – Carolina – Pelo que disse o ministro do Supremo Tribunal Federal ontem e foi divulgado nos noticiários da televisão, parece que ele também mudou o tom de comemoração do que chegou a chamar de “último escândalo da Lava Jato”

SONORA GILMAR MENDES 1406

5 – Haisem – O Estadão de hoje estampa em letras garrafais no alto da primeira página um desafio do ministro da Justiça aos responsáveis pela publicação da denúncia: “Se quiserem publicar tudo, publiquem, não tem problema”. Será que, como chefe da Polícia Federal e certamente inteirado do novo quadro, ele resolveu desafiar os inimigos que o desafiam

6 – Carolina – Lula disse que “a mentira foi muito longe” e o tom de denúncia e escândalo usado principalmente nos telejornais ajuda a espalhar essa tendência. Você acha que é o caso para tanta cobrança

7 – Haisem – Outra manchete do Estadão é que “Texto da reforma prevê economia de 913 bilhões de reais e mais taxação de bancos”. Isso será suficiente para animar investidores de fora e de dentro a investirem no Brasil para destravar a economia e atenuar o desemprego

8 – Carolina – O que você achou da demissão do general da reserva Santos Cruz e sua substituição pelo general de Exército Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira na Secretaria de Governo de Bolsonaro

 

 

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