O crime continua
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

O crime continua

MPF e BC recomendam Temer demitir 12 vice-presidentes da Caixa, mas ele só afasta 4 por 15 dias

José Nêumanne

17 Janeiro 2018 | 11h33

Temer continua fazendo o possível para evitar demitir 12 vice-presidentes suspeitos da Caixa Foto: Adriano Machado/Reuters

Fingindo atender recomendação do Ministério Público Federal e do Banco Central, que mandaram que ele demitisse os 12 vice-presidentes da Caixa, Temer afastou quatro deles por 15 dias. Trata-se de mais um passa moleque do constitucionalista Michel. Primeiramente, é um absurdo a Caixa ter 12 vice-presidentes. E mais absurdo ainda é o critério da escolha da alta cúpula de um banco público com as responsabilidades da Caixa privilegiando indicações políticas a ponto de permitir uma impertinência como a da instituição reagindo à necessária investigação de atos tão graves de seus dirigentes apenas para preservá-los e com isso não criar problemas para Temer e seus aliados nas votações no Congresso Nacional, misturando as coisas de forma imoral.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quarta-feira 17 de janeiro de 2018, às 7h45m)

Para ouvir clique aqui e, em seguida, no play

Para ouvir Você é doida demais, com Lindomar Castilho, clique aqui

https://www.youtube.com/watch?v=GGp6MWOZ0js

Abaixo, a íntegra da degravação do comentário:

Eldorado 17 de janeiro de 2018 – Quarta-feira

Emanuel Após recomendação do Banco Central (BC) e alerta do Ministério Público Federal (MPF) sobre uma possível punição dele mesmo por responsabilidade, o presidente Michel Temer determinou ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e ao presidente da Caixa, Gilberto Occhi, que afastem, por tempo indeterminado, quatro vice-presidentes do banco que estão sendo investigados por corrupção. Depois da ordem do presidente, a Caixa informou que vai afastar os executivos para que eles possam “apresentar ampla defesa das acusações”. Ele tinha alguma coisa a fazer que não fosse recuar?

Serão afastados os vice-presidentes Antônio Carlos Ferreira (Corporativo), Deusdina dos Reis Pereira (Fundos de Governo e Loterias), José Henrique Marques da Cruz (Clientes, Negócios e Transformação Digital) e Roberto Derziê de Sant’Anna (Governo). Eles são acusados de vazamento de informações privilegiadas para políticos sobre o andamento de pedidos de empréstimos e também de negociar cargo em uma estatal como moeda de troca para liberação de crédito.

Embora o afastamento dos quatro seja temporário, a decisão de Temer significa uma derrota na queda de braço que o governo vinha travando com os procuradores da força-tarefa Greenfield. Em dezembro, os procuradores responsáveis pela investigação sobre desvios na Caixa recomendaram o afastamento dos 12 vice-presidentes do banco. Em resposta, a Caixa disse que não cumpriria as recomendações porque possui “um sistema de governança adequado à Lei das Estatais”.

Primeiramente, é um absurdo a Caixa ter 12 vice-presidentes. E mais absurda ainda é o critério da escolha da alta cúpula de um banco público, com as responsabilidades da Caixa privilegiar indicações políticas, a ponto de permitir uma impertinência como essa da instituição ao reagir à necessária investigação de atos tão graves de seus dirigentes apenas para preservá-los e com isso não criar problemas para Temer e seus aliados nas votações no Congresso Nacional, misturando as coisas de forma imoral.

Carolina – Em que se baseiam os procuradores para exigir de Temer a demissão de todos os vice-presidentes, por que o presidente demorou tanto para recuar e, afinal de contas, por que afinal recuou?

A orientação do MPF, negada pela Caixa, tinha como base uma investigação independente contratada pela própria Caixa. Como mostrou a edição de ontem do Estado, a auditoria detectou casos de influência política no banco em ao menos quatro vice-presidências. O documento foi produzido pelo escritório Pinheiro Neto e foi anexado aos processos relacionados ao banco para reforçar as denúncias contra políticos e ex-funcionários que atuariam em favor de grandes empresas.

Após a primeira negativa de Temer e da Caixa em afastar os executivos, os procuradores da Greenfield se reuniram com representantes do BC na semana passada para debater a situação dos vice-presidentes. Com base nessa reunião, os investigadores enviaram, no dia 11, um ofício endereçado à Presidência da República no qual alertavam para a possibilidade de punição de Temer por conta da manutenção dos executivos.

Após a reunião com os procuradores, o próprio BC tomou a iniciativa de enviar ofício para a Caixa com a recomendação de afastamento dos vice-presidentes. No documento encaminhado a Ana Paula Vescovi, secretária do Tesouro e presidente do Conselho de Administração da Caixa, o diretor de Fiscalização do BC Paulo Sergio Neves de Souza afirma que o relatório interno produzido pelo escritório Pinheiro Neto aponta que o banco público está exposto a riscos anormais, “especialmente riscos de imagem”. Segundo a investigação da auditoria independente, a divisão política ocorre tanto no caso de indicação de profissionais externos, como era o caso de Fábio Cleto (ex-vice-presidente investigado por recebimento de propina), de políticos, como o atual ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e do ex-ministro Geddel Vieira Lima (hoje preso), ou de funcionários de carreira do banco, como a vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias, Deusdina dos Reis Pereira – que está entre os quatro afastados nesta terça-feira, 16.

Em um dos indícios dessa disputa política, a investigação cita que Deusdina informou ter sua indicação defendida pelo PR e “mostrou descontentamento com potenciais ameaças à sua permanência”. O presidente do banco, Gilberto Occhi, ligado ao PP, teria pedido a sua vaga para preencher com outro indicado político.

No frigir dos ovos, ficou claro que os presidiários Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves continuam mandando na Caixa, ainda seu feudo. Isso me lembra a palavra de ordem dos metalúrgicos do ABC nos anos 70, a greve continua no século 21, depois do mensalão e do petrolão e da resistência de Temer, que aliás não demitiu os 12, mas afastou 4, evidencia a troca do slogan para o crime continua. Pode, Arnaldo?

Emanuel A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a considerar todo o território de São Paulo como área de risco de febre amarela e recomendou que todos os estrangeiros que façam viagens à região estejam vacinados. Você acha que as autoridades estrangeiras estão exagerando ou as brasileiras é que são imprudentes por não darem ao assunto a importância que precisa ser dada?

A imunização deve ocorrer pelo menos dez dias antes da viagem. Há preocupação da OMS ainda com a exportação de casos para outros Estados e países do Cone Sul. Ainda nesta terça-feira, 16, o Estado de São Paulo adiantou a campanha de vacinação, que agora terá início no dia 29.

Desde julho, a maior parte dos casos da doença no País foi registrada em São Paulo. Conforme balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, houve 35 casos confirmados, com 20 mortes. Só em municípios paulistas foram 20 infecções – 11 óbitos.

De 26 de dezembro até 14 de janeiro, os registros de casos suspeitos avançaram 42% no Brasil. Na última semana de dezembro, haviam sido contabilizados 330 relatos em investigação. Na segunda-feira, 15, as notificações chegavam a 470. O número de infecções confirmadas é quase nove vezes maior, passando de 4 para 35. O registro de mortes foi de 1 para 20. Os novos casos de febre amarela apresentam alta taxa de letalidade. Dos 35 confirmados, 20 evoluíram para o óbito. Questionado, o ministério disse que as mortes ocorreram por demora pela procura nos serviços de atendimento médico.

O governo federal ainda evita falar em surto e diz que a mudança estabelecida pela OMS não altera a estratégia nacional e foi feita em consonância com as autoridades brasileiras por um “excesso de zelo”. “Isso porque não se sabe a área do Estado em que esse viajante vai ficar ou transitar.” São Paulo, ao lado de Bahia e Rio, vão reforçar a imunização e passar a ofertar doses fracionadas, em áreas consideradas estratégicas.

Ontem, assustado como todo mundo, acompanhei o noticiário na televisão e percebi a ausência do principal responsável pela saúde pública no País, o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Esse senhor está ocupado em eleger a mulher governadora do Paraná e o país que se lixe. O presidente da República também não comparece ao noticiário para alertar ou acalmar a população. São todos um bando de irresponsáveis, que não têm caráter nem decência para governar um País do tamanho e da complexidade dos problemas de gestão como Brasil. Vade retro, bando de estafermos nesta República de enfermos. Deus se apiade de nós e nos acuda.

Carolina Que conluio é esse que Dilma está denunciando ao se referir a compra da refinaria obsoleta chamada de “Ruivinha” por ser uma ferrugem só em Pasadena?

Ontem, o Jornal Valor Econômico publicou com exclusividade a defesa de Dilma, assinada pelos advogados Jorge Warde Júnior e José Eduardo Cardozo, na aquisição de Pasadena, a ex-presidente Dilma  Rouseffacusou Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, preso na Lava Jato e solto mediante acordo de delação premiada, de “conluio fraudulento com a Astra Oil” e de “esconder da diretoria e do conselho de administração “disposições contratuais que tornavam o negócio lesivo” a Petrobras.

Para se defender, a petista ainda acusa o Citigroup de ter dado parecer favorável a compra e que os diretores da Petrobras podem ter induzido o Citigroup a emitir esse parecer. Em 15 de maio de 2017, publiquei sobre o assunto no Estadão o artigo “A ‘Ruivinha’ do Texas”. Essa aquisição deu um prejuizo para a Petrobras de US$ 792 milhões. É facil para a Dilma, presidente do Conselho da Petrobras, à época, a gerentona, culpar o Cerveró e o Citigroup. O fato é que um parecer é apenas um instrumento de apoio e não pode substituir a obrigação e responsabilidade, que recai exclusivamente sobre os diretores e conselheiros da Petrobras, o primeiro deles a ministra de Minas e Energia, chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Estatal nos governos Lula, ela própria. A defesa de Dilma, que nunca pediu desculpas à Nação pelas loucuras que aprontou nos desgovernos do PT, é uma confissão de que ela é cúmplice, burra ou doida demais. Ou, o que talvez é mais provável, tudo isso junto.

Conta outra, Dilma!!

Emanuel A oito dias do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, disse que para Lula ser preso “vai ter que prender muita gente, mais do que isso, vai ter que matar gente”. Será que deu a louca de vez no PT?

As declarações de Gleisi, dadas ao site Poder360, ocorrem após o presidente do TRF-4 ir a Brasília discutir questões de segurança durante o julgamento do recurso petista. Lula foi condenado a nove anos e seis meses de prisão pelo juiz Sergio Moro. A declaração é simplesmente a seguinte: “Para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente. Aí, vai ter que matar”, afirmou Gleisi.

epois, no Twitter, a presidente do PT minimizou a declaração:

Depois, ela recuou, tentando corrigir a lambança sangrenta: “Na minha fala ao site Poder 360, usei uma força de expressão p/ dizer o quanto Lula é amado pelo povo brasileiro. É o maior líder popular do país e está sendo vítima de injustiças e violências q atingem quem o admira. Como não se revoltar c/condenação s/ provas? Política e injusta”, escreveu a senadora.

A possibilidade de prisão de Lula logo após decisão do TRF-4 no dia 24 de janeiro — caso a condenação venha a ser confirmada pelo tribunal — foi descartada pelo próprio tribunal. Na última semana, o TRF-4 divulgou nota afirmando que eventual prisão dos envolvidos no julgamento só ocorrerá após a análise de todos os recursos cabíveis à corte.

É nisso que dá promover essa gente despreparada, enlouquecida, sem nenhuma moral, a cargos de direção partidária, como é o caso dessa senhora, que, para alívio nosso, não deverá ser reconduzida ao Senado na próxima eleição para o Senado, a julgar pelo que se conhece do ambiente eleitoral no Paraná. Mas o diabo é que, por enquanto, temos de conviver e agüentar essas manifestações de loucura e falta de decoro.

SONORA Você é doida demais Lindomar Castilho