As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

O crime compensa, sim!

As circunstâncias do trabalho da policia na elucidação do assassinato de Marielle revelam dimensão inédita do comércio de armas ilegais e alto padrão de vida de agentes da lei que aderem ao crime

José Nêumanne

13 de março de 2019 | 06h51

 

Em busca e apreensão na casa de um amigo de Ronnie Lessa, a policia encontrou 117 fuzis em caixas lacradas, além de munição, documentos e celulares. Foto: Polícia Civil RJ

A investigação da polícia do Rio sobre a execução da vereadora Marielle Franco, do PSOL, e o motorista Anderson Gomes, embora tenha sido limitada até agora aos executantes, sem a identificação dos mandantes, já nos dá a conhecer terríveis aspectos estruturais da influência da delinquência na vida rotineira da sociedade civil e honesta no Brasil. A descoberta de um espantoso arsenal na casa de um amigo do acusado de ter atirado nas vítimas, cuja atividade criminosa já era de conhecimento notório pelas autoridades policiais, dá bem a dimensão da facilidade com que os assassinos têm acesso a armas pesadas para cometerem seus delitos. E o fato de um sargento reformado da PM ter condições para morar num condomínio de luxo na praia, o mesmo onde o presidente da República, que até o ano passado, era deputado federal, tem uma casa revela como o crime compensa financeiramente no Rio e no País. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da quarta-feira 13 de março de 2019.

Para ouvir clique aquio e, em seguida, no player