O conto da leniência
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O conto da leniência

TCU fará bem se, de fato, processar empreiteiras acusadas de corrupção antes de acertarem leniência

José Nêumanne

01 Março 2017 | 09h31

Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, é a principal obra federal investigada pela Lava Jato Foto Wilton Jr/Estadão

Refinaria de Abreu e Lima (PE), principal obra investigada pela Lava Jato Foto Wilton Jr/Estadão

A Lava Jato completa três anos este mês, e as principais empreiteiras do País foram implicadas na investigação, mas o governo ainda não puniu nenhuma das grandes empresas do setor da construção civil nem recuperou recursos desviados por meio de acordos de leniência – equivalentes a delações premiadas de pessoas jurídicas. O MPF também vem fechando acordos com as empreiteiras, como foi o caso, por exemplo, da Camargo Corrêa e da Odebrecht. Mas o TCU planeja considerá-las inidôneos. Faz a coisa certa, pois essa demora tem todo cheiro nojento de impunidade e precisa ter fim. Embora o órgão não tenha poder de decisão, pois só assessora o Legislativo, que pelo menos isso sirva de alerta.

(Comentário no Estadão no Ar da Rádio Estadão – FM 92,9 – na quarta-feira 1º de março de 2017, às 7h08m)

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