O cinismo do MDB
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O cinismo do MDB

Ao tratar presidência da CCJ do Senado como parte do patrimônio do partido, e não um cargo de representação, líder do MDB no Senado mostra que partido de Renan está muito longe da legenda de Ulysses

José Nêumanne

07 de fevereiro de 2019 | 07h01

Assim como seu cacique Renan, MDB que já foi de Ulysses resolveu virar as costas para cidadania. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O cinismo do MDB em relação ao tragicômico espetáculo da derrota do candidato de sua bancada à presidência do Senado, Renan Calheiros, pode ser avaliado na declaração dada por seu líder, Eduardo Braga. Ao ser questionado sobre a escolha do presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, para a qual é cogitada a indicação do alagoano, o amazonense, que circulou pelo plenário como solícito ajudante do derrotado, disse que este era um assunto de economia interna do partido. Mas não é. Primeiro porque a CCJ é importante demais para ser discutida nesse tom leviano e, em segundo lugar, porque numa democracia de verdade não há mais lugar para tratar o tema dessa maneira. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da quinta-feira 7 de fevereiro de 2019.

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