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O churrasco fake de Bolsonaro

Presidente anunciou direto do cercadinho do Alvorada que daria churrasco com pelada, mas, informado da péssima repercussão, desistiu e disse que repórteres "idiotas" caíram numa pegadinha fakenews dele

José Nêumanne

10 de maio de 2020 | 17h58

Usando cercadinho como tribuna, Bolsonaro anuncia churrasco com pelada, mas, depois da péssima repercussão, desiste e diz que imprensa “idiota” caiu numa pegadinha. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O presidente Jair Bolsonaro resolveu dar um churrasco para 30 pessoas para comemorar o aniversário do filho nota zero 1 Flávio no sábado 9, logo depois do anúncio de mais um recorde de número de mortos por covid-19 no Brasil, cruzando a casa dos 10 mil no total. A notícia pegou tão mal que até os mais fanáticos entre seus próximos aconselhou-o a cancelar. Aí, então, ele partiu para galhofa e a cada contato com a imprensa aumentava o número de participantes até anunciar que não haveria churrasco nenhum, era mais uma fake da extrema imprensa. A pegadinha foi pior do que a refeição e a pecha de “idiotas” que usou para definir os repórteres que a anunciaram caiu como uma luva em sua mão nua de quem encasquetou que é preciso acelerar o contágio da pandemia para evitar o colapso da economia. A ideia foi tão ruim que o comício golpista de bolsonaristas contra STF e Congresso em Brasília, autorizada pelo STF, foi a manifestação menos concorrida de todos os tempos e por todos os motivos. Como troféu ele ficou com a imagem do corrupto alcaguete Roberto Jefferson, armado de fuzil, para o golpe. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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