O Brasil em ruínas
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O Brasil em ruínas

Ruínas do prédio onde funcionava Museu Nacional devem ser mantidas sem restauro para expor autores do incêndio a visitantes que no futuro queiram saber como é este País que desmorona sem história nem identidade

José Nêumanne

03 de setembro de 2018 | 19h08

Prédio do Museu Nacional da Quinta de Boa Vista depois de incêndio deveria ser mantido como está para servir de exemplo. Foto: Fábio Motta/Estadão

O que ardeu nas chamas na noite de domingo 2 de setembro não foi só o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio, mas o Brasil inteiro, vítima do descaso, da estupidez e da incompetência da elite dirigente de políticos desonestos, burocratas irresponsáveis e intelectuais que desprezam identidade nacional, memória e história. Tudo isso se reflete na nota oficial do presidente Michel Temer, que finge chorar pelo que não sentiu – e não sentiu porque nunca soube o que realmente se perdeu e não foi, como assinou em sua nota, 200 anos de museologia –, mas uma raríssima instituição pública, da qual o País pode se orgulhar não apenas aqui, mas também no exterior, além de futebol e carnaval.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – 107,3 – na segunda-feira 3 de setembro de 2018, às 7h30m)

Para ouvir clique no link abaixo e, em seguida, no play:

https://soundcloud.com/jose-neumanne-pinto/neumanne-030918-direto-ao-assunto

Para ouvir no Blog do Nêumanne, Política, Estadão, clique no link abaixo:

 

 

Abaixo, os assuntos para o comentário de segunda-feira 3 de setembro de 2018:

 

1 – Haisem A manchete do Estadão, hoje estampada sobre a fotografia do fogo destruindo o Museu Nacional na Quinta da Boa Vista no Rio – “Uma tragédia anunciada” –, me leva a lhe perguntar: o que provocou o maior desastre da cultura, da memória e da História do Brasil ontem, à noite?

 

2 – Carolina Quais são as perspectivas para outras instituições de grande importância cultural, como o Museu do Ipiranga, o Arquivo Nacional e a Biblioteca Nacional após as reações do presidente Michel Temer e do ministro da Cultura, Sérgio de Sá Leitão, ainda durante o incêndio?

 

3 – Haisem Você esperava em sua vida um dia ler um título como “PT afronta TSE e insiste em candidatura de Lula”, usado no alto da página 4, de abertura da Editoria de Política ontem? O que o justifica?

 

4 – Carolina O que mais chamou sua atenção no relatório do ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso na sessão de sexta-feira do Tribunal Superior Eleitoral em que foi impugnada a candidatura de Lula pelo Partido dos Trabalhadores à Presidência da República?

 

5 – Haisem Nós testemunhamos aqui no estúdio da Eldorado que, desde a indicação do professor Luiz Edson Fachin por Dilma Rousseff ao Supremo Tribunal Federal, você a combateu em seu estilo desabrido de sempre. Sua expectativa, então, seria de que ele abrisse a dissidência do voto de Barroso ou essa iniciativa dele o surpreendeu e o frustrou?

 

6 – Carolina Como você acompanhou toda a votação da sessão do TSE na noite de sexta-feira e no princípio da madrugada de sábado, poderia nos dar um panorama do que lhe chamou atenção nos desempenhos dos ministros?

 

7 – Haisem Você tem saudado com muito entusiasmo a atuação da ministra Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal nas votações em que ela tem defendido o primado da colegialidade sobre convicções pessoais ou decisões monocráticas dela e de seus colegas em temas como, por exemplo, a jurisprudência da autorização para prender condenados em segunda instância. O que me diz do voto dela no sábado na presidência do TSE?

 

8 – Carolina – Você achou necessário aquele conciliábulo secreto depois de tomada a decisão sobre a impugnação da candidatura de Lula para permitir que o PT usasse seu tempo no horário eleitoral ao longo do prazo de dez dias concedidos pela Corte para substituir Lula na chapa presidencial?

 

 

 

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