O balanço de Temer
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O balanço de Temer

Em balanço feito na TV no feriado da Proclamação da República, Temer lembrou que interrompeu marcha da insensatez de Dilma, mas omitiu que pisou na bola na reunião com Joesley no Jaburu

José Nêumanne

16 Novembro 2018 | 07h08

Ao dizer que deixou “a casa em ordem” para sucessor, Temer disse meia verdade. Foto: Reprodução/Presidência da República

Ao fazer o balanço de seu governo, no pronunciamento oficial sobre os 129 anos da Proclamação da República, Temer faz bem ao reivindicar o mérito de ter interrompido, em sua gestão de meio mandato, a cadeia de insensatez que levava a Nação para o abismo inevitável com providências tomadas pela excelente equipe de economia que nomeou. Mas omite o fato inquestionável de que esse trabalho foi prejudicado por ele mesmo quando caiu na armadilha montada pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, petista de carteirinha e cédula, ao receber o marchante Joesley Batista na garagem do Jaburu mantendo uma conversa nada republicana que lhe tirou totalmente a autoridade. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da sexta-feira 16 de novembro de 2018.

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