O ânimo tucano de delinquir

O ânimo tucano de delinquir

Ao dar habeas-corpus pela segunda vez e salvo-conduto para evitar próxima prisão para tucano Beto Richa, ministro do STF Gilmar Mendes não tinha ideia do percurso que este fez no Código Penal

José Nêumanne

19 de março de 2019 | 12h28

No banco traseiro do automóvel, Richa chega ao Gaeco, em Curitiba, para responder por suspeita de obstrução de Justiça. Foto: Ernani Ogata/Código 19

No último fim de semana, o ministro do STF Gilmar Mendes, talvez para comemorar a vitória por 6 a 5 contra seus maiores inimigos no momento, os procuradores federais da Operação Lava Jato, na quinta-feira, deu o segundo habeas corpus e um salvo-conduto para mais um tucano sob seu manto protetor de “anjo Gi”, o ex-governador do Paraná, Beto Richa. Só que o ânimo de soltar do ministro ainda não equivale ao ânimo de delinquir de seus protegidos e esta manhã o Ministério Público do Paraná prendeu seu pupilo pela terceira vez, acusado que foi na Operação Quadro Negro por suspeita de obstrução de Justiça, corrupção, fraude à licitação e organização criminosa. O Código Penal de cabo a rabo.

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Assuntos para comentário da terça-feira 19 de março de 2019

1 – Haisem – Qual é a chance real de Bolsonaro conseguir de Trump usar o que ele chamou de “poderio bélico” americano para apoiar num esforço comum sua ideia de “libertar o povo da Venezuela” de Maduro

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2 – Carolina – Que tipo de concessão entreguista o presidente brasileiro comete ao assinar um acordo de cooperação comercial para uso pelos americanos da base de Alcântara no Maranhão

3 – Haisem – Por que Bolsonaro teria que ir à sede da Abin antes de visitar a sede da CIA em Washington

4 – Carolina – Qual a importância do decreto do governo federal exigindo ficha limpa para funcionários comissionados

5 – Haisem – O que há de interessante na notícia dada por Antônio Palocci em depoimento, mas que já tinha sido revelada antes, de que Lula acertou propina com o ex-presidente da França Nicolas Sarkozy em troca da compra de helicópteres, submarinos nucleares e caças para nossas Forças Armadas

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6 – Carolina – Por que o ministro Marco Aurélio ficou publicamente contra e outros colegas que preferem anonimato também dicordando da decisão de Dias Toffoli de instaurar inquérito para “defender a honra” do STF contra o que o presidente do Supremo chamou de “assassinato de reputações”

7 – Haisem – A decisão do substituto de Sérgio Moro no comando da Lava Jato em Curitiba, Luiz Antônio Bonat, de tornar Sérgio Machado réu trouxe alguma novidade inesperada ao caso judicial mais famoso do Brasil

8 – Carolina – Que argumentos usou o juiz Gustavo Gomes Kalil para manter os acusados pela polícia da execução de Marielle Franco e Anderson Gomes na prisão, atendendo à polícia e ao ministério público

 

 

 

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