O alto preço do desleixo
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O alto preço do desleixo

No Museu Nacional, com acervo de 200 anos, detectores de fumaça não funcionavam, não havia portas anti-incêndio, sprinklers, água suficiente nos hidrantes nem seguro contra fogo e para coleções e só ficaram paredes

José Nêumanne

04 Setembro 2018 | 11h25

Sem estrutura antifogo, seguro nem água nos hidrantes, só restaram paredes ao Museu Nacional. Foto: Fábio Motta/Estadão

A terrível tragédia do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista no domingo tem trazido a lume, antes mesmo de serem removidos os escombros do patrimônio perdido, várias provas de que, como diziam nossos avós, “em casa onde falta pão, todos reclamam e ninguém tem razão”. O reitor da UFRJ, encarregada da administração, Roberto Leher, queixa-se de estar recebendo pouco dinheiro, mas não explica por que o PSOL, em que milita e que controla universidade e, portanto, o museu, não aceitou oferta generosa do Banco Mundial para fazer um restauro que custaria R$ 80 bilhões só para seu partido, de extrema esquerda, seguir mandando na instituição, da forma mais desleixada possível. E por aí vai.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107.3 – na terça-feira 4 de setembro de 2018, às 7h30m)

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Abaixo, os assuntos para o comentário da terça-feira 4 de setembro de 2018:

 

1 – Haisem – Em que as novidades que apareceram no começo da semana a respeito do incêndio que destruiu o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista mudaram alguma coisa de sua visão a respeito do desastre, de suas causas e conseqüências na cultura, na história e nas ciências brasileiras?

SONORA_LEHER 0409

 

2 – Carolina – Por que motivos, de seu ponto de vista, nunca foi adotada nenhuma medida prática para salvar a mais antiga instituição científica brasileira, apesar de tantas denúncias e revelações que foram feitas com o intuito de evitar a catástrofe?

 

3 – Haisem – Que bombástica declaração infeliz foi feita agora pelo ministro das Relações Institucionais do governo Temer, Carlos Marun, sobre o incêndio do Museu Nacional o motivou a tirá-lo da geladeira em que o tem posto ultimamente?

SONORA_MARUN 0409

 

4 – Carolina – O que chamou sua atenção na comparação que a Unesco fez entre a cidade antiga de Palmira, cujos monumentos históricos foram destruídos pelo Estado Islâmico, com a tragédia do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio?

 

5 – Haisem – O que Dilma Rousseff andou falando para levar o candidato do MDB à Presidência da República, Henrique Meirelles, a sair de sua postura natural de mosca morta para cutucá-la com uma farpa venenosa?

 

6 – Carolina –  Por que o Tribunal Superior Eleitoral se sentiu instado a mais uma vez proibir interferências de Lula na propaganda eleitoral de seu partido, o PT?

 

7 – Haisem – Com que instruções importantes o candidato a vice na chapa que Lula insiste em manter na disputa eleitoral de outubro, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, deixou a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, após mais um encontro entre chefe e vassalo?

 

8 – Carolina – O que lhe chama atenção no caso aparentemente pouco espetacular de mais uma ação penal movida contra o ex-governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, envolvendo também o empresário Fernando Cavendish e o bicheiro Carlinhos Cachoeira?