No barco de Bolsonaro
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No barco de Bolsonaro

Com aval de quase 158 milhões de eleitores brasileiros, Bolsonaro propõe-se a promover união de brasileiros divididos na campanha, mas enfrentará dura "resistência" da esquerda, que derrotou nas urnas

José Nêumanne

05 Novembro 2018 | 19h46

Bolsonaro, entre a mulher, Michele, e pastor-presidente da Igreja Batista Atitude, Josué Valandro Jr., prega concórdia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Primeiramente numa igreja batista, adequadamente batizada de Atitude, e depois, como, de hábito, pela rede social, Jair Bolsonaro, agora como presidente eleito, deixou claro que governará para todos os brasileiros, pois “estamos no mesmo barco”. Ele não pode contar, contudo, com a anuência da esquerda, que derrotou fragorosamente nas urnas, pois esta só conhece a linguagem da confrontação, substituindo a palavra democrática “oposição” por “resistência”, usada como contraponto a regimes ditatoriais ou, no mínimo, autoritários. Apesar do massacrante apoio da sociedade, que lhe ditou uma pauta de confronto à velha política e ao populismo de rapina, terá no governo refrega mais dura do que na campanha.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na segunda-feira 5 de novembro de 2018, às 7h30m)

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Assuntos para o comentário da segunda-feira 5 de novembro de 2018.

 

1 – Haisem – Unidade e pacificação, temas abordados pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, num templo batista e nas redes sociais, são possíveis diante da realidade da polarização partidária e da oposição irresponsável, antipatriótica e antidemocrática que atuará no Brasil em seu governo?

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2 – Carolina – Com a confirmação de que o juiz federal Sérgio Moro no superministério da Justiça do governo Bolsonaro, é legítimo começar a discutir agora a composição da equipe da pasta com membros da Operação Lava Jato, que atuaram com sucesso sob seu comando, e a eventualidade do lançamento de sua candidatura presidencial, em 2022?

 

3 – Haisem – De uns tempos destes para cá, se tem discutido com muita frequência e muito ardor a questão da governabilidade, com a tentativa bastante comum de se jogar toda a responsabilidade dessa prática apenas para o presidente da República. Isso é justo?

 

4 – Carolina – Você acha que seja exeqüível a proposta feita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado ontem na página 2 do Estadão, intitulado Paciência Histórica, de se criar o que ele chamou de “centro radical” ou “radicalidade de centro”?

 

5 – Haisem – O que você acha da advertência feita pelo presidente do Banco Central, Ilan Godfajn, de que a reação racional e inevitável dos países emergentes à eventualidade de choques provocados no exterior, tem de ser a arrumação da casa com reformas e ajustes?

 

6 – Carolina – A seu ver, foi justa a decisão da Justiça de manter a prisão do presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo, José Alex Oliva, alvo de investigação sobre irregularidades na gestão do porto de Santos, de que também são acusados o presidente Michel Temer e seus ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco?

 

7 – Haisem – O que aconteceu no meio do caminho para alterar o ritmo, que estava sendo acelerado, para o Supremo Tribunal Federal reduzir drasticamente os prazos de prescrições de crimes favorecendo, de forma bastante suspeita, criminosos de colarinho branco bastante abonados e conhecidos?

 

8 – Carolina – O que aconteceu na rodada do campeonato brasileiro de futebol, que deverá ser encerrada hoje com o jogo Ceará X Sport, que mais lhe chamou a atenção e despertou sua indignação?