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Não há vacina contra ignorância

Bolsonaro suspende protocolo de aquisição do Ministério da Saúde de 46 milhões de doses de vacina contra covid-19 a ser fabricada pelo renomado Butantã para manter votos de seus seguidores fanáticos

José Nêumanne

22 de outubro de 2020 | 18h15

Bolsonaro ignora reputação científica do Instituto Butantan, que produzirá vacina com insumos da Sinovac chinesa para combater governador paulista Dória numa eleição daqui a 2 anos. Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República

“Aqui quem manda sou eu”, disse Jair Bolsonaro ao cancelar o protocolo de intenções pelo Ministério da Saúde para a comprar 46 milhões de vacinas produzidas por parceria da farmacêutica chinesa Sinovac com o Instituto Butantan.. O motivo é a importação de insumosda China, nosso maior parceiro comercial e responsável por 28% das exportações brasileiras. Trata-se da repetição da revolta da vacina à época da gripe espanhola na Velha República no meio de uma guerra eleitoral criminosa entre o chefe do governo federal e o governador de São Paulo, João Dória, a quem se subordina o Butantan,  em tela e dispõe de sólida reputação científica no País e no mundo, o que não é de conhecimento de Bolsonaro e também parece não ser devidamente considerado por seu adversário numa eleição que só será disputada em dois anos.

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Assuntos para comentário na quinta-feira 22 de outubro de 2020

1 – Haisem – Sob pressão da ala ideológica, Bolsonaro rejeita vacina chinesa – Esta é a manchete da edição impressa do Estadão de hoje. Até que ponto pode chegar, a seu ver, o negacionismo do presidente da República, ao ser cobrado por seu filho Carlos

2 – Carolina – Marques se diz favorável à quarentena de magistrados – É o título de chamada no alto da primeira página do jornal. A partir de informações desse tipo, o que você tem a dizer sobre a aprovação por larga margem do indicado por Jair Bolsonaro para o lugar do ex-decano do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello

3 – Haisem – Senador não sabe função que exerce a mulher de Kássio – esta é a manchete do alto da página A7. Aliás, o próprio desembargador aprovado pelo Senado para o Supremo Tribunal Federal também gaguejou ao tentar e não conseguir responder a pergunta idêntica na sabatina em que foi aprovado

4 – Carolina – Governo prevê contratar 51 mil servidores a partir de 2021 –  Diz outro título de chamada de primeira página do jornal de hoje. Em que esse tipo de providência pode ajudar na tentativa de equilibrar as contas públicas durante a crise econômica provocada pela pandemia da covid-19

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