Não dá para contar com Maia
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Não dá para contar com Maia

Tido como herói na vitória no primeiro turno da reforma da Previdência, presidente da Câmara adia segundo, estica recesso, apoia aumento do Fundo Partidário e põe em risco disputa na eleição majoritária em 22

José Nêumanne

16 de julho de 2019 | 11h02

Ainda em plena vigência de uma semana de trabalho antes do recesso branco, Câmara adia em mais de um mês segundo turno da votação da reforma. Foto: Gabriela Biló/Estadão

Com o silêncio cúmplice de todos quanto o consagraram como o herói da aprovação da vitória espetacular da reforma da Previdência no primeiro turno, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deu uma de “Migué” no golpe do adiamento do segundo turno para 6 de agosto com recesso branco antecipado em uma semana, quando podia ser votado nesta semana. Somada com declarações a favor do relator da LDO, Cacá Leão, aumentando em 2 bilhões as verbas públicas para o Fundo Partidário para eleições municipais de 2020, esta mancada deu bem a ideia de que o filho de César Maia terá enormes dificuldades de convencer o povão que vai votar em 2022 a votar em seu nome para suceder Bolsonaro.

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Assuntos para comentário de terça-feira 16 de julho de 2019

1 – O que você achou de, logo depois de ser festejado como o grande vitorioso da votação triunfal da reforma da Previdência no plenário da Câmara, o presidente da Casa, Rodrigo Maia, acedeu à ideia de transferir a votação no segundo turno para agosto, quando havia uma semana a mais de trabalho até o começo do chamado recesso branco

2 – Que razões você acha tem o vice Hamilton Mourão para achar que em 5 a 7 anos terá de haver nova reforma constitucional para evitar efeitos do rombo da Nova Previdência no equilíbrio das contas públicas

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3 – Você conta com a participação ativa da presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Simone Tebet, para acelerar a votação de uma reforma aceitável da Previdência no Senado e o que me diz da escolha do senador Tasso Jereissati para relatá-la

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4 – Quais são os sinais emitidos pela divulgação do último número do placar da Previdência do Estadão no Senado

5 – Você acha que a senadora Simone Tebet, presidente da CCJ do Senado, tem razão ou exagera quando diz que a eventual nomeação do filho caçula Eduardo pelo presidente Bolsonaro para a embaixada do Brasil em Washington

6, O que, a seu ver, leva o presidente Jair Bolsonaro a dizer que, se o filho Eduardo tem sido muito criticado pela mídia, é prova de que ele, o pai, tem razão em manter a nomeação

7, Você já tinha conhecimento da sapiência bíblica de Ciro Gomes, que argumentou que a deputada Tabata Amaral não deve servir a dois senhores e, por isso, tem de sair do PDT porque votou a favor da reforma da Previdência

8 – Que notícias há sobre o paradeiro de Julian Assange, que foi parceiro do agora famoso no Brasil Glenn Greenwald à época do famoso escândalo dos Wikileaks

 

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